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Mídia árabe destaca 'sofrimento iraquiano em Najaf' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A mídia árabe tem realizado ampla cobertura dos conflitos em Najaf, a partir do ponto de vista daqueles que estão dentro da cidade. Correspondentes dos principais canais de TV árabes via satélite estão entrando na programação a partir da cidade sagrada para os xiitas, inclusive com entrevistas ao vivo de porta-vozes do líder rebelde Moqtada Al-Sadr. Pouca atenção tem sido dada à versão americana sobre os combates. As duas redes de notícias mais assistidas no mundo árabe, Al-Jazeera e Al-Arabiya, têm encabeçado sua cobertura com Najaf, ambas exibindo imagens vívidas da violência. Cerco a Najaf O correspondente da Al-Arabiya disse que a cidade está sob cerco e semi-deserta, com todas as estradas fechadas e sem que ninguém tenha permissão de entrar ou sair. Além das reportagens sobre o combate, a Al-Jazeera levou ao ar uma entrevista com um representante de Al-Sadr em Bagdá. O porta-voz, xeque Mahmoud Al-Sudani, culpou os americanos e as autoridades iraquianas pelo início do conflito. "Parece que esta escalada militar das forças americanas foi estudada e bem planejada", afirmou. "Não queríamos esta escalada. As forças dos Estados Unidos e o governador de Najaf são inteiramente responsáveis por isso." Assim como no primeiro dia de conflito, a Al-Jazeera não confrontou o impacto das declarações dos seguidores do líder xiita com nenhum comentário dos militares americanos ou do governo iraquiano. O correspondente da emissora em Najaf também lançou a culpa pelo combate sobre os americanos, alegando que eles haviam rompido o cessar-fogo ao retomar o patrulhamento da cidade. O conflito em Najaf tem sido exibido pelas TVs árabes como mais um enfrentamento no Iraque em que os iraquianos comuns são as vítimas. No total da cobertura, nenhum dos lados é responsabilizado, mas a inferência é que novamente os americanos se mostram insensíveis com relação ao bem-estar da população do Iraque. Essa é uma mensagem que pode servir a Al-Sadr, tanto no Iraque como no restante do mundo árabe. |
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