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Atualizado às: 06 de agosto, 2004 - 10h54 GMT (07h54 Brasília)
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EUA devem ficar no Iraque por mais até cinco anos, diz general
Tommy Franks
Tommy Franks liderou as invasões do Afeganistão e do Iraque
O general da reserva Tommy Franks, que liderou a invasão dos Estados Unidos no Iraque no ano passado, afirmou à BBC acreditar que as tropas americanas vão permanecer no país por outros três a cinco anos.

O militar afirmou em entrevista ao prestigiado programa Newsnight que "ainda deve demorar" até que os iraquianos consigam tomar o controle total do país.

Para Franks, os soldados americanos também devem permanecer no Afeganistão pelo mesmo tempo.

No entanto, ele afirmou que isso não significa que as tropas tenham que continuar no estado de alerta que vivem hoje. Ele indicou ainda que o número de soldados pode ser reduzido.

"Acho que, no Iraque, o processo total vai ser de três a cinco anos. Mas isso não significa que teremos 10 mil britânicos e 140 mil americanos por lá nos próximos dois a quatro anos", disse Franks.

'Terror'

O militar da reserva também defendeu a entrada dos americanos no Afeganistão e no Iraque, dizendo que hoje esses países "não são mais portos-seguros do terror".

O general aproveitou para elogiar o presidente George W. Bush por ter demonstrado um "liderança bastante boa" ao longo de anos difíceis.

No entanto, ele atacou o que classificou de "burocracia de Washington", dizendo que ela às vezes parece "gatos brigando dentro de um saco".

Tommy Franks comandou a invasão do Afeganistão em 2001 e publicou a sua autobiografia nesta semana.

American Soldier (Soldado Americano, em tradução livre) tem 590 páginas e abrange desde a infância de Franks em Oklahoma até os 37 anos de carreira militar.

No livro, Franks também aproveita para criticar Douglas Feith, um assessor do alto escalão do Pentágono.

"Ele estava ganhando a fama de ser um dos homens mais estúpidos do planeta", escreveu o general.

O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, saiu em defesa de Feith, afirmando que ele é um "talento raro". Ele disse que estranhava as críticas do general.

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