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Perto de EUA e Israel, Brasil elogia segurança em Atenas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nas Olimpíadas com o mais forte esquema de segurança de toda a história, a delegação brasileira em Atenas tomou cuidados, mas sem preocupações excessivas. A afirmação foi feita pelo chefe da missão brasileira nos Jogos, Marcus Vinícius Freire, em entrevista à BBC Brasil. Segundo Freire, nem a proximidade com os alojamentos dos Estados Unidos, imediatamente à esquerda, e de Israel, um pouco mais afastado, à direita, tira o sono dos responsáveis pela segurança da delegação brasileira. "Depois do 11 de setembro, o mundo inteiro trata qualquer evento onde tenha aglomeração de pessoas de outra forma. Acho que a segurança está nas mãos das pessoas que mais conhecem segurança no mundo hoje", disse. Restaurante O comitê de segurança dos Jogos de Atenas é formado por sete membros: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, Israel, Rússia e Organização dos Países do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Freire diz que o único lugar da Vila Olímpica que pode causar preocupação é o restaurante, onde 5.200 pessoas de todas as nacionalidades se sentam lado a lado e poderiam ser alvo de quem quisesse fazer um grande número de vítimas em um ataque. O Brasil levou três agentes da Polícia Federal para Atenas. Eles andam desarmados e não têm como função principal fazer a segurança da delegação, formada por 406 pessoas. Segundo Freire, eles fazem uma ligação com o comitê organizador dos Jogos. Um deles, de acordo com o dirigente, tem a função de observador, já que o Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Pan-Americanos de 2007. Ele afirma que não viu nenhum esquema de segurança especial nas instalações usadas por Israel e Estados Unidos. "Os atletas de Israel, que começaram a chegar na terça-feira, saíram normalmente do aeroporto em um ônibus escoltado, como todas as outras delegações." Nada diferente em relação aos atletas dos outros 202 comitês olímpicos que vão competir em Atenas, segundo Freire. O dirigente explica que não há qualquer restrição ao contato de atletas brasileiros com os americanos. "E eles já estão em contato. Os nossos velejadores, por exemplo, se dão muito bem com os americanos." Freire, que está na sua quarta olimpíada, afirma que o que torna os Jogos especiais em relação às outras competições é exatamente a convivência de todos os atletas na Vila Olímpica. |
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