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Gastos olímpicos aprofundam déficit da Grécia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As despesas com as Olimpíadas estão elevando o déficit orçamentário da Grécia a níveis acima do limite permitido pela União Européia (UE), disse o vice-ministro das Finanças grego, Petros Doukas. Ele declarou que o déficit da Grécia "está caminhando para 4%, talvez um pouco mais". O Pacto de Estabilidade e Crescimento da UE determina que os países do bloco mantenham seus déficits abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2003, a Grécia já ultrapassou esse limite. Os ministros das Finanças da UE deram a Atenas até 5 de novembro para anunciar medidas para conter o crescente déficit até 2005. Doukas disse à rádio grega Flash que os gastos com as Olimpíadas poderiam chegar a 7 bilhões de euros (R$ 25,7 bilhões de reais), bem mais que a estimativa inicial de 4,6 bilhões de euros. Urgência A organização dos Jogos se apressa em terminar as obras nos estádios e ginásios. O regime de urgência está multiplicando os gastos, já que os empreiteiros estão contratando operários para trabalhar em dois ou três turnos. O vice-ministro disse que a Grécia afirmou que o país vai cortar despesas para enfrentar o problema com o déficit orçamentário, mas que não pretende tocar em áreas como salários e aposentadorias. "O que podemos tentar fazer ao máximo é cortar os gastos da Defesa, atrair o máximo possível o setor privado para trabalhar em projetos públicos, eliminar gastos desnecessários e, claro, acelerar as privatizações", disse. No mês passado, a Corte Européia de Justiça anulou uma decisão dos ministros das Finanças da UE, que havia barrado uma ação contra a Alemanha e a França por terem ultrapassado os limites de déficit orçamentário. |
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