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Aos 50 anos, 'Senhor dos Anéis' dá a volta por cima | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Sociedade do Anel, o primeiro volume da trilogia de JRR Tolkien, O Senhor dos Anéis, foi publicado pela primeira vez há 50 anos. A obra, na época, foi mal-recebida pela crítica, mas agora pode-se dizer que Tolkien deu a volta por cima. O Senhor dos Anéis foi recentemente escolhido o livro preferido dos britânicos, e a trilogia se tornou uma das obras mais populares da história da literatura. Mas nem sempre os leitores habituais de Tolkien viram com bons olhos esse trabalho. "Esta não é uma obra que muitos adultos lerão inteira mais de uma vez", disse um crítico anônimo no suplemento literário do Times. O crítico americano Edmund Wilson chamou a trilogia inteira de "lixo juvenil" em 1956. Parece que Tolkien não conseguia escapar daquela dose de desprezo literário dirigido ao gênero da fantasia. A Sociedade do Anel ainda é, aos olhos dos críticos, um romance para crianças. Nesses dias, claro, a linha que divide o público infantil e adulto não é mais tão definida. O gênero de fantasia, em particular, conquistou as várias gerações, com JK Rowling e Philip Pullman ficando entre os cinco preferidos em pesquisa literária realizada pela BBC sobre o livro preferido dos britânicos no ano passado. Mais recentemente, The Curious Incident of the Dog in the Night-time, de Mark Haddon, vencedor do prestigioso prêmio literário britânico Whitbread, foi publicado tanto em versão para adultos quanto para crianças. É legítimo dizer que a maioria dos críticos da época admiravam a criatividade de JRR Tolkien, elogiando a atenção aos detalhes que o autor teve ao descrever Terra Média, suas características e suas tradições. Em artigo no jornal britânico The Guardian, em agosto de 1954, pouco depois da publicação de A Sociedade do Anel, no dia 29 de julho, Herbert Dingle também elogiou a inventividade de Tolkien. De maneira semelhante, JW Lambert elogiou o autor no jornal The Sunday Times, no dia 8 de agosto de 1954, o uso de "mitos teutônicos e ceutas" para a construção de "um mundo estranho, mas coerente todo seu". |
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