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Atualizado às: 21 de maio, 2004 - 11h51 GMT (08h51 Brasília)
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Lula vai à China impulsionar união de emergentes

ruas de Pequim
Cerca de 400 milhões de chineses saíram da linha da pobreza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega neste sábado à China para dar impulso a seu projeto de promover a união dos países em desenvolvimento.

O objetivo principal da viagem do presidente é a exploração de oportunidades de negócios em território chinês, que parecem ser infinitas. Mas até agora, a imprensa chinesa não está dando destaque para a visita de Lula ao país.

Na internet, os sites internacionais de notícias, como a BBC e o jornal Financial Times são bloqueados, portanto a maioria da população de mais de um bilhão de pessoas ainda não sabe sobre a chegada da comitiva brasileira.

O presidente vai visitar a capital, Pequim, e Xangai, acompanhado por uma comitiva de mais de 400 pessoas, entre empresários, ministros e governadores de Estado e, entre eles, a expectativa é grande.

Crescimento

Desde a década de 80, a abertura do mercado chinês permitiu um enorme crescimento econômico do país.

O resultado da abertura econômica pode ser facilmente verificado pela expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que quintuplicou nos últimos 25 anos.

Somente nos últimos oito anos, o PIB chinês cresceu em torno de 10% ao ano.

Estima-se que 400 milhões de chineses saíram da linha da pobreza e tornaram-se consumidores.

Especialistas acreditam que, se esse ritmo continuar, a China será a segunda maior economia do mundo daqui a 25 anos.

Negócio da China

O presidente Lula não quer perder essa carona. Ele já disse que quer mostrar aos Estados Unidos e à União Européia que os países em desenvolvimento também podem formar um forte bloco comercial.

Colocar um produto na China é difícil, mas lucrativo. Não há tarifas para 75% das importações.

A China é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás dos Estados Unidos e da União Européia.

Os chineses já compram minério de ferro e soja brasileiros, mas o que estaria emperrando o aumento das exportações seria a falta de infra-estrutura de transporte.

Por isso, empresários chineses estariam interessados em investir mais de US$ 5 bilhões para melhorar o estado de ferrovias e portos brasileiros.

Também há planos de construir uma ferrovia atravessando Brasil e Chile, encurtando o acesso ao oceano Pacífico e diminuindo os gastos de transporte para a Ásia.

Soja

Cerca de um terço das exportações brasileiras do grão no ano passado foi para a China.

No entanto, a exportação de soja brasileira sofreu um revés.

No mês passado, as autoridades chinesas apreenderam um carregamento de soja brasileira contaminada por agrotóxicos e cancelou a importação do produto fornecido por 5 empresas.

A China é o maior importador de soja do mundo e o Brasil não pode se dar ao luxo de perder esse comprador. As autoridades sanitárias brasileiras estão trabalhando para resolver a situação o mais rapidamente possível para que a viagem de Lula seja de conquistas.

Outro objetivo da visita do presidente é fechar um acordo entre a Petrobras e a Sinopec, a estatal chinesa de petróleo.

China e Brasil também querem demonstrar união política, com uma manifestação de força do G-20 – grupo dos países em desenvolvimento formado no ano passado para negociar em conjunto na Organização Mundial do Comércio (OMC).

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