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Atualizado às: 09 de janeiro, 2009 - 17h13 GMT (15h13 Brasília)
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Obama enfrenta oposição a pacote no próprio partido
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama.
Obama quer criar 3 milhões de novos empregos até 2011
O pacote de estímulo econômico de US$ 800 bilhões apresentado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, foi criticado no Congresso americano por membros de seu próprio partido - o Partido Democrata.

Obama, que assume o cargo em duas semanas, quer cortar impostos e criar empregos com um aumento de gastos do governo em projetos de obras públicas.

No entanto, senadores democratas criticaram o plano apresentado ao Congresso no início desta semana pelo presidente eleito.

Eles duvidam que o corte nos impostos possa estimular o crescimento econômico e ajudar a criar novas vagas de trabalho.

Segundo Obama, o plano criaria 3 milhões de empregos até 2011. Dados divugados nesta sexta-feira pelo governo americano indicam que a perda de empregos nos Estados Unidos em 2008 foi a maior desde 1945.

Críticas

O senador democrata Kent Conrad, presidente do comitê orçamentário do Senado, questionou a proposta de restituição de impostos apresentada por Obama.

Pelo projeto, desenvolvido para estimular o consumo, casais receberiam US$ 1 mil e indivíduos, a metade desse valor.

"Esses são incentivos marginais, que trarão efeitos marginais", disse Conrad. "Quando as pessoas estão com medo de perder o emprego e recebem mais dinheiro na semana, elas guardam e não gastam."

O plano foi criticado também pelos senadores democratas Tom Harkin, do Estado de Iowa, e John Kerry, de Massachusetts.

"Prefiro gastar dinheiro em infra-estrutura, investimento direto, conversão de energia e outras coisas que são mais diretas, mais rápidas e mais certas em criar empregos", disse Kerry.

Já os republicanos receberam bem a proposta de cortes nos impostos, mas levantaram dúvidas sobre o impacto que a decisão terá no déficit orçamentário. Dados recentes indicam que o déficit deve passar de US$ 1 trilhão em 2009.

"Nossa economia precisa de ajuda, mas, no final das contas, quantas dívidas vamos acumular para as gerações futuras?", questionou John Boehner, líder republicano na Câmara dos Representantes.

Projetos

A equipe econômica de Obama vem trabalhando no pacote há semanas. O vice-presidente eleito, Joe Biden, disse em uma entrevista que o plano estava quase fechado antes do Natal.

Além da injeção de centenas de bilhões de dólares na economia americana para criar empregos, o pacote a ser proposto por Obama deverá incluir também projetos de longo prazo, como a compra de computadores e softwares para o setor de saúde e planos de restaurar a rede elétrica.

Alguns críticos do Partido Republicano afirmam que os democratas estão simplesmente usando a atual crise econômica mundial para assegurar dinheiro para projetos de longo prazo, em vez de esperar alguns anos, quando as preocupações com o déficit orçamentário poderiam ameaçar a liberação desses recursos.

A equipe de Obama já disse que quem não usar o dinheiro previsto no pacote vai perdê-lo, em uma tentativa de forçar Estados e municípios a investir os recursos federais rapidamente para estimular a criação de empregos.

No entanto, alguns analistas afirmam que essa atitude poderia fazer com que políticos locais escolham projetos que possam ser executados rapidamente em detrimento de idéias melhores que poderiam exigir mais tempo para ser implementadas.

"Há uma tensão aqui entre a vontade de executar os projetos mais meritórios no longo prazo e o desejo de fazer algo que dê impulso à economia rapidamente", disse o especialista em orçamento Bob Greenstein, da organização liberal Centro de Orçamento e Prioridades Políticas.

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