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Atualizado às: 09 de janeiro, 2009 - 16h28 GMT (14h28 Brasília)
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EUA têm maior perda de empregos desde 2ª Guerra
Desempregados em feira de empregos na Califórnia
Taxa de desemprego dos EUA é de 7,2%, a maior dos últimos 16 anos
O número de trabalhadores americanos que perderam seus empregos em 2008 foi o maior desde 1945, quando terminou a Segunda Guerra Mundial, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.

Em todo o ano de 2008, 2,6 milhões de vagas foram fechadas. Somente em dezembro foram cortados 524 mil postos de trabalho.

Com isso, a taxa de desemprego dos Estados Unidos chegou a 7,2%, a maior dos últimos 16 anos.

O número de empregos perdidos no ano foi maior do que o esperado principalmente porque os dados relativos a novembro e a outubro foram revisados para cima.

Em novembro, foram perdidas 584 mil vagas (e não 533 mil, como divulgado anteriormente). Em outubro, o número de postos de trabalho fechados foi revisado de 320 mil para 423 mil.

Mais da metade das vagas perdidas em 2008 é relativa aos últimos quatro meses do ano. Em dezembro, a maioria dos postos cortados foi no setor de serviços, responsável por 273 mil vagas fechadas.

Carga horária

Muitos dos trabalhadores que não perderam seus empregos tiveram sua carga horária reduzida.

O número de horas trabalhadas por semana nos Estados Unidos em dezembro foi reduzido em 0,2 hora, caindo para 33,3 horas, o nível mais baixo desde 1964, quando os dados começaram a ser medidos.

"A queda no número de horas trabalhadas revelada no relatório sugere que o primeiro trimestre será muito, muito fraco", disse o economista Cary Leahey, da Decision Economics.

Muitos economistas já esperavam que os números de desemprego relativos a dezembro reforçassem os sinais de enfraquecimento da economia americana.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira que a atual recessão pode se prolongar por anos caso não sejam tomadas medidas "drásticas".

Obama, que toma posse no dia 20, tem se reunido com líderes do Congresso para buscar apoio a seu pacote, que deverá custar entre US$ 700 bilhões e US$ 800 bilhões nos próximos dois anos e criar até 3 milhões de empregos.

Desse montante, cerca de US$ 300 bilhões serão destinados a cortes de impostos. O pacote também prevê aumento de gastos em infra-estrutura e ajuda aos Estados.

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