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Tropas de Rússia e Geórgia lutam na Ossétia do Sul | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Rússia afirma que suas tropas se envolveram em pesados combates com forças da Geórgia na região separatista georgiana da Ossétia do Sul nesta sexta-feira. Moscou enviou tanques através da fronteira para dentro da área depois que a Geórgia atacou separatistas apoiados pela Rússia. Os separatistas estimam que 1,4 mil civis na Ossétia do Sul morreram. A Rússia diz que 12 de seus soldados pereceram nos combates, e o president Saakashvili disse que 30 georgianos foram mortos. As autoridades russas, que apóiam os separatistas, dizem que suas tropas abriram fogo contra posições georgianas na capital regional, Tskhinvali, e arredores. A Geórgia, por sua vez, afirmou que suas bases militares foram atacadas por aeronaves russas, mas o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili disse que suas forças controlam Tskhinvali. Já os separatistas da Ossétia do Sul alegam que eles é que controlam a cidade. Evacuação em Tbilisi As autoridades da Geórgia dizem que esperam um ataque russo à capital do país, Tbilisi, e evacuaram alguns prédios do governo na cidade. A Geórgia anunciou que está retirando metade de seu contingente de 2 mil soldados do Iraque, para que eles possam ser enviados à Ossétia do Sul. A Geórgia era o terceiro maior contribuinte em tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque, ficando atrás apenas de americanos e britânicos. Diplomacia A escalada da crise entre Rússia e Geórgia causou intensa movimentação diplomática pelo mundo. Os Estados Unidos pediram um cessar-fogo imediato, e pediram à Rússia que respeite a integridade territorial da Geórgia, retirando suas tropas de solo georgiano. Emissários dos Estados Unidos, da União Européia e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) deverão viajar para a Geórgia o mais rápido possível para tentar mediar um cessar-fogo. O ministro francês do Exterior, Bernard Kouchner, cujo país ocupa a presidência rotativa da União Européia, disse que a gravidade da situação exige ação rápida. O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu novamente nesta sexta-feira em sessão de emergência para discutir a crise, mas não tomou nenhuma decisão. Civis As agências internacionais de ajuda humanitária manifestaram grande preocupação com a situação dos civis no conflito. Ná notícia de que muitas pessoas na estão se abrigando dos pesados combates nos porões de suas casas. O Alto Comissariado das Nações Unidas para refugiados disse que milhares de pessoas fugiram da Ossétia do Sul e muitas casas foram destruídas. Segundo a organização, há escassez de água e as lojas estão ficando sem alimentos para vender. A Cruz Vermelha Internacional pediu a abertura de um corredor na Ossétia do sul para retirar feridos. Geórgia X Rússia Tblisi acusa a Rússia de armar os rebeldes da Ossétia do Sul, que tentam se separar da Geórgia desde a guerra civil da década de 90, quando a região declarou sua independência. Moscou nega essas acusações. A Rússia está insatisfeita com a ambição da Geórgia de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança de defesa ocidental), e acusou o país de concentrar suas forças em torno das regiões separatistas, onde tropas de paz russas estão estacionadas. Depois do colapso da União Soviética, em 1991, a Geórgia votou pela restauração da independência que havia brevemente experimentado durante a Revolução Bolchevique. No entanto, a postura nacionalista resultou em problemas com a região norte de sua fronteira, habitada pelos ossetianos – um grupo étnico distinto natural das planícies russas, ao sul do rio Don. A Ossétia do Sul fica do lado georgiano da fronteira, enquanto a Ossétia do Norte fica em território russo. Apesar disso, os laços entre as duas regiões permaneceram fortes e o movimento pela independência osseta foi estimulado pelas dificuldades enfrentadas na época dos czares, no período comunista até atualmente. Quando a Geórgia se separou da União Soviética, o governo nacionalista proibiu o partido político da Ossétia do Sul, o que levou os ossetianos boicotar a política georgiana e realizarem suas próprias eleições – pleito que foi considerado ilegal pela Geórgia. Os conflitos entre os separatistas e as forças georgianas começaram nesta época, mas o Exército da Geórgia não exterminou os rebeldes ossetas por medo de uma intervenção russa. A Ossétia do Sul proclamou sua independência em 1992, mas sua autonomia não foi reconhecida pela comunidade internacional. A região quer se juntar à Federação Russa. Há quatro anos, os georgianos começaram a realizar operações policiais e de combate ao contrabando na região, aumentando a tensão na região. A Otan, os Estados Unidos e a União Européia pediram o fim imediato das hostilidades. A ONU convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir a escalada da tensão na Ossétia do Sul, mas o encontro terminou sem um pedido de renúncia do uso da força dos dois lados. |
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