 | | | Jabarah admitiu plano contra a embaixada dos EUA em Cingapura |
Um cidadão canadense de origem iraquiana que admitiu planejar atentados a bomba nas embaixadas americanas em Cingapura e Manila (nas Filipinas) em 2002 foi condenado nesta sexta-feira em Nova York à prisão perpétua. Mohammed Mansour Jabarah também pretendia matar agentes americanos com quem supostamente cooperava depois de ser preso. A juíza de Nova York, Barbara Jones, disse que a sentença se deveu ao tipo de participação de Jabarah em duas conspirações da rede extremista al-Qaeda no mais alto nível. De acordo com a promotoria, Jabarah se reuniu com o líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, e foi instruído para atacar as embaixadas pelo suposto autor intelectual dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, Khalid Sheik Mohammed. Os promotores disseram que Jabarah tinha, inicialmente, trabalhado com investigadores federais, mas uma busca aleatória em sua cela revelou documentos e armas que provam que ele continuaria representando um risco se libertado. Jabarah foi capturado há cinco anos mas o caso foi mantido secreto, segundo a promotoria, porque ele concordou em fornecer informações sobre militantes depois de se declarar culpado no caso dos complôs contra as embaixadas. Jabarah disse ao tribunal federal em Manhattan que sofreu "lavagem cerebral" por parte de Osama bin Laden e outros integrantes da cúpula da al-Qaeda que, ele acreditava, eram libertadores de povos oprimidos. |