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Atualizado às: 26 de novembro, 2007 - 16h57 GMT (14h57 Brasília)
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Sauditas atribuem punição de vítima de estupro a adultério
Mulheres sauditas
Arábia Saudita tem leis rígidas para comportamento das mulheres
Representantes da Justiça da Arábia Saudita disseram nesta segunda-feira que a mulher que foi condenada a chibatadas depois de ter sido estuprada confessou que teve um caso fora do casamento.

O caso da jovem de 19 anos gerou críticas em todo o mundo, depois que uma apelação aumentou sua sentença de 90 para 200 chibatadas, além de seis meses de prisão.

Em um comunicado, o Ministério da Justiça saudita rejeitou a "interferência estrangeira" no caso e insistiu que a sentença é legal e que a mulher "confessou que mantinha um romance com outro homem".

"O ministro da Justiça lamenta relatos da imprensa sobre a posição da jovem neste caso, que divulgaram informações falsas e a defenderam equivocadamente", afirma o documento.

O mesmo comunicado, divulgado pela agência de notícias oficial do país, diz que a sentença será cumprida de acordo com a lei saudita.

Conflito

A mulher, que permanece anônima, havia sido inicialmente punida por violar leis de segregação de gêneros da Arábia Saudita. Ela estava no carro de um homem que não era seu familiar quando foi atacada e estuprada por um grupo.

O comunicado, no entanto, entra em conflito com um depoimento já prestado pela jovem, uma muçulmana xiita da região de Qatif.

Ela teria dito que se encontrou com o homem para tentar recuperar uma foto deles juntos, já que ela havia se casado com outro pouco antes.

Ela contou que dois homens os surpreenderam e os levaram para um local afastado, onde outros homens aguardavam. Segundo ela, o dono do carro também foi atacado.

O adultério é uma ofensa punível pela rígida lei islâmica em vigor no país.

Analistas dizem que juízes têm poderes amplos para impor sentenças de custódia ou castigo físico.

Os criminosos também foram condenados a quase dez anos de prisão.

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