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Israel aprova cortes de energia na Faixa de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministério da Defesa de Israel aprovou nesta quinta-feira sanções que serão aplicadas na Faixa de Gaza, incluindo cortes no fornecimento de energia elétrica e de combustíveis, para combater ataques com foguetes contra o país. O ministro Ehud Barak autorizou os cortes, que devem ocorrer imediatamente depois de qualquer ataque com foguetes do lado palestino. Autoridades afirmam que a eletricidade será cortada inicialmente por 15 minutos e, mais tarde, por períodos cada vez mais longos. Líderes palestinos afirmam que a medida é uma punição coletiva. Israel fornece 60% da eletricidade para 1,5 milhão de habitantes da Faixa de Gaza e, em setembro, o governo israelense declarou a Faixa de Gaza como uma "entidade hostil". Ao declarar formalmente que a Faixa de Gaza é "hostil", Israel afirma que não é mais obrigado pelas leis internacionais sobre governo, administração e territórios ocupados a fornecer serviços de utilidade pública para a população civil. Mas, para a comunidade internacional, Israel ainda é legalmente responsável pela faixa costeira de terra, apesar de ter se retirado há dois anos da região. Israel ainda controla as fronteiras da Faixa de Gaza, seu espaço aéreo e águas territoriais. Controle Israel impôs um embargo econômico contra a Faixa de Gaza em junho, depois que o grupo militante palestino Hamas assumiu o controle da região, tirando do poder a facção rival Fatah. Os israelenses também estão limitando o movimento de pessoas para dentro e fora do território. Ehud Barak recebeu autorização para adotar as sanções, mas ainda não se sabe quando elas serão aplicadas ou se Barak vai esperar uma aprovação mais ampla do primeiro-ministro Ehud Olmert e do gabinete de governo. O vice-ministro da Defesa israelense, Matan Vilnai, que liderou a equipe que formulou o plano das sanções, afirmou que Israel vai "reduzir dramaticamente" o fornecimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza nas próximas semanas. Um porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza afirmou que as sanções não vão mudar o comportamento dos palestinos. "A lei internacional requer que forças de ocupação cuidem das necessidades das pessoas nos territórios ocupados", disse. "Explorar as necessidades das pessoas para chantagear nosso povo não vai nos enfraquecer." A Autoridade Palestina, que tem o apoio dos países ocidentais e controla a Cisjordânia, também desaprova as sanções. "A decisão (de adotar as sanções) é uma forma de punição coletiva contra nosso povo na Faixa de Gaza", disse o secretário de gabinete Saadi al-Kronz, em um comunicado. |
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