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Atualizado às: 11 de outubro, 2007 - 18h47 GMT (15h47 Brasília)
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Ativistas dos EUA processam empresa de segurança no Iraque
Seguranças da Blackwater no Iraque
A Blackwater é responsável pela segurança dos diplomatas americanos em Bagdá
Um grupo de defesa de direitos humanos dos Estados Unidos está processando a companhia de segurança Blackwater por crimes de guerra e pela morte de civis iraquianos.

O grupo Centro para os Direitos Constitucionais pede uma indenização de valor não especificado em nome de um sobrevivente e três famílias de homens que foram mortos pelos seguranças da Blackwater no Iraque, em 16 de setembro.

O governo do Iraque afirmou que o incidente, no qual 17 pessoas foram mortas, ocorreu sem que os seguranças tivessem sido provocados. A Blackwater nega.

O processo alega que a Blackwater “criou e abrigou uma cultura da falta de leis entre seus funcionários, encorajando-os a agir em defesa dos interesses financeiros da companhia, sem levar em conta vidas inocentes”, disse o centro em uma declaração.

'Massacre'

O grupo entrou com o processo em Washington em nome de Talib Mutlaq Deewan e das famílias de Himoud Saed Atban, Usama Fadhil Abbas e Oday Ismail Ibraheem.

“Este massacre foi apenas o último incidente em um longo histórico de delitos da Blackwater no Iraque”, disse a advogada Susan Burke.

O grupo afirma que a sua petição inicial alega que a Blackwater pode ser processada por alegações de agressão e lesão corporal, homicídio doloso ou culposo e negligência.

A Blackwater é responsável pela segurança dos funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá e também é usada por empresários e autoridades que visitam o Iraque.

A companhia afirma que seus funcionários agiram em legítima defesa e que os insurgentes dispararam contra eles primeiro.

Lei internacional

Em outro desdobramento, a ONU pediu que companhias particulares de segurança no Iraque sejam processadas se forem acusadas de crimes mais graves.

A autoridade de direitos humanos da ONU no Iraque, Ivana Vuco, disse que seguranças particulares devem obedecer à lei internacional, apesar de terem conseguido a imunidade com uma regulamentação aprovada nos Estados Unidos, logo depois da invasão do Iraque em 2003.

“Para nós é uma questão de direitos humanos. Vamos monitorar as acusações de mortes causadas por empresas particulares de segurança e avaliar se crimes contra a humanidade e crimes de guerra foram cometidos”, disse.

Ministros iraquianos afirmam que vão pressionar para que funcionários de empresas de segurança estrangeiras não tenham mais esta imunidade no Iraque.

O comportamento das companhias de segurança particular no Iraque foi novamente questionado na terça-feira quando duas mulheres foram mortas em Bagdá por funcionários de uma empresa australiana.

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