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Pentágono pede US$ 189 bi para financiar guerras | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, pediu nesta quarta-feira ao Congresso americano que libere uma verba adicional de US$ 42 bilhões para financiar as operações militares americanas no Iraque e no Afeganistão. O governo americano já tinha apresentado, em fevereiro, um orçamento de US$ 141,7 bilhões para as operações militares, e em julho, um pedido de mais US$ 5,3 bilhões. Com a verba solicitada nesta quarta-feira, já chega a cerca de US$ 189 bilhões o montante solicitado. Segundo Gates, boa parte do dinheiro extra solicitado nesta quarta-feira, US$ 11 bilhões, serão investidos em sete mil veículos blindados adicionais, resistentes a minas. As explosões de bombas em estradas são uma das principais causas de mortes de soldados americanos em missões no Iraque. A verba extra também inclui:
Os US$ 189 bilhões cobririam os custos com guerras no ano fiscal de 2008, que começa na segunda-feira. Blackwater Gates disse que ele está ciente das preocupações acerca do envolvimento americano no Iraque. “Eu sei que o Iraque e outras escolhas difíceis que os Estados Unidos têm que fazer na Guerra contra o Terror vão continuar a ser uma fonte de atrito entre o Congresso e o presidente e no seio da opinião pública”, disse. O secretário também disse no Congresso que está preocupado com o fato de o Pentágono não ter supervisionado com cuidado o trabalho das empresas de segurança privadas que operam no Iraque. Neste mês, uma empresa americana, a Blackwater, se envolveu em um incidente em Bagdá em que 11 pessoas morreram, provocando revolta no Iraque. Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa Geoff Morrell, Gates decidiu enviar ao Iraque um grupo de investigação para analisar como trabalham as empresas de segurança privadas. Mortes No Iraque, militantes foram acusados de matar pelo menos 50 pessoas em uma série de atentados a bomba, também nesta quarta-feira. De acordo com a polícia, 32 pessoas morreram na explosão de dois carros bombas em um bairro de maioria xiita de Bagdá. Foi um dos ataques mais sangrentos na capital iraquiana nas últimas semanas. Um porta-voz militar americano, General Kevin Bergner, reconheceu que tem ocorrido um aumento da violência no Iraque nos últimos dias, especialmente em áreas onde se sabe que a rede extremista Al-Qaeda mantém operações. Bergner disse que isso era esperado durante este mês sagrado do Ramadã para os muçulmanos, e que o número de ataques no país caiu em relação ao mesmo período do ano passado. |
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