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Nova votação na Turquia termina sem definir presidente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O atual ministro das Relações Exteriores da Turquia e candidato do governo à presidência, Abdullah Gul, obteve a maioria dos votos no segundo turno da votação realizada nesta sexta-feira no Parlamento turco. O número de votos de Gul não foi suficiente, no entanto, para garantir a eleição do ministro como novo presidente da Turquia. O presidente turco é escolhido pelo Parlamento, onde o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, na sigla em turco), de Gul, tem 340 das 550 cadeiras. Apesar da maioria, o candidato do governo obteve 337 votos, 29 a menos do que os dois terços necessários para uma vitória em segundo turno. Expectativa de vitória Analistas avaliam que Abdullah Gul deve ser eleito na próxima rodada da votação, já que nesta fase é necessário ter apenas maioria simples para vencer a eleição. A expectativa é a de que Gul seja anunciado como o novo presidente da Turquia na próxima terça-feira. Os outros dois candidatos, Sabahattin Cakmakoglu, do partido conservador Ação Nacionalista, e Tayfun Icli, do partido Esquerda Democrática, não chegaram a apresentar uma ameaça real para o ministro. Abdullah Gul já havia se candidatado à presidência em abril, mas instituições militares e laicas do país demonstraram oposição ao ministro, um muçulmano devotado e acusado de ter uma agenda islâmica. Na ocasião, a candidatura de Gul provocou um boicote da oposição, protestos populares nas ruas e um alerta do Exército de que não permitiria a vitória dele. Há também um debate na Turquia em relação à mulher de Abdullah Gul, que usa um véu para cobrir a cabeça. Apesar da resistência, a vitória esmagadora do partido AKP nas eleições parlamentares em julho fortaleceu o candidato da legenda à presidência. Desde então, o Exército não se manifestou mais. No entanto, ainda há temores de que o partido com raízes islâmicas aprove reformas que possam modificar a Constituição laica da Turquia. De acordo com correspondente da BBC em Istambul, Sarah Rainsford, isso deve fazer com que os militares fiquem atentos a cada deslize do partido de Abdullah Gul. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Após vitória, premiê turco promete respeitar secularismo23 de julho, 2007 | Notícias Parlamento turco tem curdos pela 1ª vez desde 199104 agosto, 2007 | BBC Report Governista relança candidatura à Presidência da Turquia14 agosto, 2007 | BBC Report Chanceler turco fica mais perto de ser eleito presidente20 de agosto, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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