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Endeavour retorna à Terra após duas semanas no espaço | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ônibus espacial Endeavour pousou nesta terça-feira na Flórida depois de a missão de duas semanas à Estação Espacial Internacional ter sido reduzida devido à passagem do furacão Dean. A Nasa temia que o controle de missão em Houston tivesse que ser evacuado se a tempestade chegasse ao Texas, mas, no final, a instalação não foi afetada pelo furacão. A agência espacial também optou por não fazer reparos em uma falha de nove centímetros na proteção térmica do ônibus espacial antes de seu retorno. Mas o dano parece não ter causado problemas na reentrada da Endeavour. O ônibus espacial fez um pouso perfeito no Centro Espacial Kennedy por volta das 12h32 (13h32, horário de Brasília). A tripulação de sete pessoas passou 13 dias no espaço, em uma missão que se estendeu por 8,5 milhões de quilômetros. Missões O objetivo da missão era dar seqüência aos trabalhos de construção da Estação Espacial Internacional (EEI), substituir um giroscópio defeituoso da estação e entregar suprimentos para a tripulação que está na EEI.
Nesta terça-feira, às 11h25 (12h25, horário de Brasília), o comandante Scott Kelly e o piloto Charles Hobaugh dispararam os motores do ônibus espacial para uma queima de quatro minutos, em órbita, que desencadeou a descida da Endeavour pela atmosfera terrestre. No caminho para o pouso, a Endeavour pode atingir 30 vezes a velocidade do som e sua cobertura térmica é exposta a temperaturas de 1.649ºC. Engenheiros da Nasa temiam que a abertura de nove centímetros na cobertura térmica da Endeavour pudesse levar a um dano estrutural durante a reentrada na atmosfera terrestre, mas testes concluíram que a falha não significaria um problema para a nave. Durante o lançamento, em 8 de agosto, um pedaço da espuma de isolamento atingiu o ônibus espacial, criando a falha, em formato de um quadrado, na camada de isolamento térmico. Danos na espuma de isolamento de ônibus espaciais têm sido uma grande preocupação para a Nasa desde o desastre com o ônibus espacial Columbia, em 2003, quando um pedaço da espuma do tamanho de uma mala de mão se soltou durante o lançamento e furou a asa da nave. Isso fez com que o ônibus espacial se desintegrasse na reentrada na atmosfera, matando todos os sete tripulantes. |
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