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'Doutor Morte', que praticava eutanásia nos EUA, é solto | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-médico Jack Kevorkian, conhecido como "Doutor Morte" por ajudar pacientes em estado terminal a morrerem, foi solto nesta sexta-feira de uma prisão no Estado americano de Michigan. Ele conseguiu liberdade condicional alegando que seu estado de saúde é frágil. Kevorkian foi condenado em 1999 pelo assassinato por injeção do paciente Thomas Youk. Kevorkian, que tem 79 anos, cumpriu oito anos da sua pena de dez a 25 anos. Ele prometeu não aconselhar nenhuma pessoa sobre a opção pela eutanásia, mas disse que continuará sua luta a favor da prática. 130 pessoas Ele deixou a prisão acompanhado de seu advogado e de um jornalista da rede de televisão americana CBS. Na saída, ele disse à agência de notícias Associated Press que sua libertação foi "um dos grandes momentos da vida". O correspondente da BBC em Nova York Jeremy Cooke afirma que Jack Kevorkian é uma das personalidades americanas mais polêmicas da década passada.
Kevorkian diz ter ajudado cerca de 130 pessoas a por fim às suas vidas, muitas usando o que chamou de "máquina de clemência", que injetava drogas letais na corrente sangüínea. Em 1998, ele ofereceu "ao primeiro que aparecesse" os rins de um homem em cuja morte ele ajudou. Kevorkian perdeu sua licença para praticar medicina em 1991 e lutou diversas batalhas legais contra o Estado do Michigan por causa de seus métodos. Na televisão O caso mais famoso envolvendo o "Doutor Morte" foi o do paciente Thomas Youk, que sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou Doença de Lou Gehrig, um grave problema no sistema nervoso. Um vídeo de Youk morrendo foi transmitido pelo programa de televisão 60 minutes, depois que Kevorkian enviou uma fita para a CBS. O ex-médico foi condenado à prisão devido ao caso.
Antes de ser solto, o ex-médico disse a um canal de TV de Detroit: "(A eutanásia) precisa ser legalizada. Eu vou trabalhar para legalizá-la, mas com certeza não vou infringir nenhuma lei." A libertação de Kevorkian provocou reações distintas nos Estados Unidos. "Foi um serviço médio que se pediu a ele e... que foi realizado com muita compaixão por Jack. Não deveria ser crime", disse o irmão de Thomas Youk, Terry. Já Tina Allerellie, irmã da paciente Karen Shoffstall – outra morte assistida por Kevorkian – disse que o ex-médico ajudou a matar uma pessoa que estava com depressão. "Sua intenção, eu acredito, sempre foi de ganhar notoriedade", disse Tina. A libertação do "Doutor Morte" acontece na véspera de uma votação no Estado da Califórnia sobre legalização de suicídios assistidos. Nos Estados Unidos, só o Estado do Oregon possui legislação do tipo. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Igreja nega funeral a paciente que pediu para morrer23 de dezembro, 2006 | Notícias Paciente italiano morre após médico desligar aparelho21 de dezembro, 2006 | Notícias Justiça italiana nega pedido de eutanásia a paciente16 de dezembro, 2006 | Notícias Apesar de Bush, EUA mantêm lei do suicídio assistido17 de janeiro, 2006 | Notícias Hospital se torna 1º a permitir morte assistida na Suíça18 dezembro, 2005 | BBC Report 'Consultor de suicídio' vai para a prisão na Holanda08 dezembro, 2005 | BBC Report EUA investigam alegações de eutanásia após furacão27 de outubro, 2005 | Notícias 'Nova' Suprema Corte dos EUA julga caso de eutanásia06 de outubro, 2005 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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