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Abbas pede fim de ataques com míssil contra Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um apelo nesta quinta-feira para que militantes palestinos parem de disparar mísseis Qassam contra Israel a partir da Faixa de Gaza. Abbas disse que os ataques são "absurdos" e prejudicam os esforços por um acordo de paz com os israelenses. Por outro lado, o presidente da Autoridade Palestina também condenou os bombardeios aéreos lançados por Israel contra Gaza em retaliação aos disparos palestinos. Abbas fez as declarações durante encontro com o responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana. Em visita a Gaza, Solana também pediu que tanto palestinos como israelenses parem com a violência. O comissário europeu disse que está negociando o fim dos ataques com facções palestinas, mas um integrante do grupo palestino Hamas, Sami Abu Zuhri, descartou a proposta de trégua. "Mísseis serão disparados pelo tempo em que a agressão sionista contra o nosso povo continuar", disse Zuhri, de acordo com a agência de notícias Associated Press. O grupo político liderado por Abbas, o Fatah, juntou-se com o Hamas há dois meses em um governo de unidade nacional. Prisões Além dos bombardeios a Gaza, Israel também enviou militares à Cisjordânia e prendeu 33 políticos do Hamas, inclusive o ministro da Educação, Naser al-Shaer. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey, expressou "preocupação" com as prisões, mas ressaltou que Israel tem o direito de se defender. O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, sugeriu em entrevista a uma emissora de televisão israelense que as prisões têm o objetivo de pressionar o Hamas a suspender os ataques. "É melhor prender os líderes para que talvez uma medida como essa possa acelerar um retorno a um cessar-fogo, em vez de deixar a região toda cair em uma escalada total", disse Peretz ao canal israelense Channel 2. Computador A esposa do ministro Nasser al-Shaer, Huda, informou que soldados israelenses bateram à porta da casa deles em Nablus e o levaram, sem dar explicações. Segundo Huda, o computador do ministro também foi levado. Shaer serviu como primeiro-ministro em um gabinete de governo anterior. Ele já havia sido detido em uma operação israelense contra integrantes do Hamas em agosto de 2006 e libertado no mês seguinte. Um ex-ministro de governo Abdel Rahman Zeidan, dois legisladores e os prefeitos das cidades de Nablus, Qalqiliya e Beita também foram levados. Os ataques israelenses na Faixa de Gaza já mataram mais de 30 palestinos na última semana, pelo menos 11 deles seriam civis. No mesmo período, militantes palestinos dispararam mais de 120 mísseis contra Israel, matando um civil e ferindo pelo menos outros 16. |
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