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Vigílias marcam aniversário de repórter da BBC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Vigílias realizadas em diversos países marcam nesta quinta-feira o aniversário de 45 anos de Alan Johnston, correspondente da BBC na Faixa de Gaza que está desaparecido desde o dia 12 de março. Johnston foi capturado por homens armados quando deixava o trabalho e voltava para casa, na Cidade de Gaza. A BBC, ao lado da Organização das Nações Unidas (ONU) e de diversas organizações internacionais de jornalistas, promove nesta quinta-feira vigílias em Londres, Teerã, Moscou, Hong Kong e Ramallah. Na Escócia, a família do repórter gravou uma mensagem de aniversário, na esperança de que Johnston possa recebê-la pela televisão ou por rádio. O aniversário de Johnston ocorre em meio à escalada de violência na Faixa de Gaza, com sucessivos acordos de cessar-fogo sendo desrespeitados em meio a ataques que já deixaram cerca de 40 mortos desde domingo. Segundo o diretor-geral da BBC, Mark Thompson, a situação é preocupante, mas todo o possível está sendo feito para garantir a libertação de Johnston. "É particularmente triste que ele não possa comemorar seu aniversário (...) com as pessoas próximas", disse Thompson. "Em toda a BBC, sei que há milhares de amigos e colegas de Alan, todos esperando fervorosamente que ele esteja seguro e que logo esteja livre para voltar para sua casa e sua família." Relatos recentes indicam que o clérigo radical islâmico Abu Qatada, que está detido na Grã-Bretanha por suspeita de envolvimento com a organização Al-Qaeda e por ser considerado uma ameaça à segurança nacional, ofereceu-se para ajudar nos esforços para a libertação de Johnston. Uma organização islâmica com sede em Londres, o Islamic Observatory Centre, afirmou ter recebido uma carta de Qatada em que ele se diz disposto a viajar a Gaza com uma delegação da BBC. O governo britânico disse desconhecer a carta. Na semana passada, foi divulgada uma fita de vídeo supostamente gravada pelos seqüestradores de Johnston - um grupo autodenominado Jaish al-Islam (Exército do Islã). A gravação não continha novas imagens do jornalista, mas mostrava o crachá da BBC de Johnston. Na fita, o grupo exigia a libertação de prisioneiros islâmicos que estão detidos em prisões britânicas. Diversos governantes e grupos de direitos humanos ao redor do mundo já apelaram pela libertação de Johnston. Uma petição online pedindo sua libertação já foi assinada por 93 mil pessoas. Johnston foi contratado pelo Serviço Mundial da BBC em 1991 e passou oito dos últimos 16 anos como correspondente estrangeiro, incluindo períodos no Uzbequistão e no Afeganistão. O jornalista vivia e trabalhava na Faixa de Gaza nos últimos três anos e era o único repórter ocidental permanentemente baseado no território. |
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