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Novos choques entre facções palestinas deixam 20 mortos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 20 pessoas foram mortas nesta quarta-feira em novos conflitos armados entre facções palestinas na Faixa de Gaza. As duas principais facções, Fatah e Hamas, anunciaram um novo cessar-fogo na região, o quarto em quatro dias. No entanto, as informações nos territórios palestinos indicam que não há sinais de que a trégua esteja surtindo efeito. A área em torno do complexo que abriga o presidente palestino, Mahmoud Abbas, do Fatah, foi cercada, apesar de ele não estar no local. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyah, do Hamas, também foi alvo de violência. Atiradores dispararam contra os seguranças do premiê. Uma troca de tiros também foi registrada no bloco do prédio que abriga muitos dos jornalistas que trabalham na Faixa de Gaza. Cerca de 30 jornalistas ficaram entrincheirados nos escritórios do nono andar do prédio. O ministro palestino da Informação, Mustafa Barghouti, disse que a briga entre facções é "vergonhosa" e pediu que se coloque fim ao que chamou de "banho de sangue". Ilhados "Militantes do Fatah estão ocupando o topo do nosso prédio, e homens do Hamas estão atirando diretamente contra o prédio", afirmou Ibrahim Adwan, correspondente da BBC que estava dentro do prédio. De acordo com Adwan, o cerco e os tiroteios terminaram pouco depois. Alguns moradores que estavam ilhados dentro do complexo telefonaram a estações de rádio para pedir ajuda. Mais cedo, militantes do Hamas também dispararam foguetes contra Israel, ferindo cinco pessoas. Em resposta, o Exército de Israel afirmou ter matado cinco homens do Hamas com dois ataques aéreos. O escritório do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmerd, afirmou que ele pediu uma resposta dura aos ataques do grupo palestino. De acordo com Magdi Abdelhadi, analista de assuntos árabes da BBC, o rápido fracasso dos apelos de cessar-fogo sugerem que os homens armados não estão mais obedecendo ao comando dos seus superiores e dos líderes políticos. Repercussão Os confrontos em Gaza provocaram grande repercussão internacional. O rei Abdullah, da Jordânia, disse que a violência pode afetar o futuro dos palestinos e serve apenas a interesses israelenses. O chefe da Liga Árabe, Amr Moussa, também condenou a violência. O presidente egípcio, Hosni Mubarak, disse que as disputas internas já ultrapassaram o limite. O Departamento de Estado americano afirmou que os acontecimentos de quarta-feira não fazem nada para melhorar a situação do povo palestino. Em nota oficial, a presidência alemã da União Européia pediu a todos os lados que renunciem à violência, restabeleçam o cessar-fogo e voltem a dialogar. Em fevereiro, as facções palestinas concordaram em formar um governo de coalizão, em uma tentativa de colocar fim à violência. Mas, desde domingo, pelo menos 37 pessoas morreram e 114 ficaram feridas em Gaza, de acordo com o escritório de assuntos humanitários das Nações Unidas. |
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