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Milhares se opõem a direitos de casais gays na Itália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas se reuniram na capital italiana, Roma, com o apoio da Igreja Católica, para se manifestar contra uma legislação que ampliaria direitos de casais não-casados - inclusive homossexuais - no país. Organizadores do Dia da Família vinham esperando que a manifestação reunisse cem mil pessoas na Praça San Giovanni, em frente à basílica de mesmo nome, mas o comparecimento foi maior que o esperado. O ato é realizado no mesmo dia em que outro, batizado de Coragem Laica, reúne um contingente mais modesto na Praça Navona, no centro da capital, para expressar apoio à lei. A legislação daria a todos os casais não-casados mais direitos em determinadas áreas, como herança, mas não chegaria legalizar o casamento gay. O correspondente da BBC em Roma, Christian Fraser, disse que a cisão aguça problemas políticos semelhantes aos que, em fevereiro, derrubaram temporariamente o governo do primeiro-ministro Romano Prodi. Há três meses, Prodi renunciou ao cargo depois que partidários de sua bancada rejeitaram seus planos para a política externa e a área militar. Desta vez, disse o correspondente, a divisão da bancada será em relação às uniões civis, já que católicos e comunistas que apóiam o premiê participarão em lados opostos nas duas manifestações rivais. 'Publicidade' A manifestação conservadora tem o apoio do Vaticano e dos bispos católicos italianos, embora nenhum esteja envolvido na organização do protesto. "A família pertence igualmente aos fiéis e não-fiéis", disse o senador de centro-direita Gaetano Quagliariello. "A família tem a ver com a civilização." Mas o presidente do Arcigay, o principal grupo homossexual católico da Itália, disse que muitos italianos "têm medo da diversidade". Ele afirmou que o Dia da Família "será um grande protesto contra nós, e esta é a melhor publicidade que podemos ter". Cerca de 500 mil casais italianos vivem juntos, mas sem compartilhar direitos civis nem benefícios sociais. Ao chegar ao poder, há cerca de um ano, Romano Prodi garantiu que seu governo conseguiria aprovar novas leis para proteger essa parcela da população. Entretanto, com maioria estreita no Parlamento, o primeiro-ministro necessita do apoio de toda a sua bancada para fazer passar leis. Pesquisas recentes mostraram que a maioria dos católicos na Itália é a favor de mudanças na legislação sobre as uniões civis, apesar da oposição da Igreja. |
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