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Senado dos EUA aprova prazo de retirada do Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei que condiciona a liberação de novas verbas para a guerra no Iraque a uma retirada gradual das tropas americanas do país, a partir de outubro. O projeto de lei agora deve ser encaminhado ao presidente George W. Bush, que já prometeu vetar a medida, desencadeando o primeiro embate com o Congresso desde que o Partido Democrata assumiu o controle das duas casas. Os democratas não têm os votos necessários para derrubar o veto presidencial. Na quarta-feira, a Câmara dos Representantes já havia aprovado o projeto em uma votação apertada. O plano recebeu 218 votos favoráveis e 208 contrários. 'Prejudicial' O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, disse nesta quinta-feira que as tentativas dos democratas americanos de acelerar a retirada do país são "prejudiciais à segurança" do Iraque. Zebari afirmou que o projeto "é basicamente parte da atividade política em Washington, e isso é prejudicial à segurança e ao desenvolvimento político, não apenas do Iraque, mas de toda a região". O ministro das Relações Exteriores do Iraque afirmou ainda que a decisão a favor da retirada dos soldados americanos "deve depender das condições no campo (de batalha)". "No momento em que as forças iraquianas, de segurança e militares, se tornarem autoconfiantes, capazes de agir sozinhas, defender seu país, garantir a segurança, então, definitivamente, haverá um jeito para que os soldados se retirem (do Iraque)", disse. A proposta, que provocou um impasse entre democratas e republicanos, prevê a liberação de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 203 bilhões) em novos fundos para a guerra, desde que as tropas comecem a deixar o Iraque em outubro, com a retirada completa prevista para março de 2008. 'Complexo' O comandante da operação militar dos Estados Unidos no Iraque, general David Petraeus, disse que o conflito no país é o mais complexo e desafiador que ele já presenciou. O militar se reuniu com políticos americanos para apresentar seus argumentos contra a proposta de lei. Petraeus está supervisionando a operação que está enviando milhares de soldados americanos a mais para Bagdá, em uma tentativa de pacificar a capital iraquiana. O general não se manifestou de maneira direta sobre o projeto de retirada em uma entrevista coletiva em Washington, nesta quinta-feira, mas acrescentou que a operação americana "vai, claramente, exigir um enorme comprometimento no decorrer do tempo". Segundo o militar, poucos meses depois do início da operação, já foram vistas melhorias no Iraque, mas Petraeus admitiu que o progresso conseguido "é, com freqüência, obscurecido por ataques sensacionais, que ofuscam as realizações" dos americanos no país. O general descreveu a situação no Iraque como "excessivamente complexa e muito difícil" e acrescentou que "há muito mais trabalho a ser feito". |
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