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Atualizado às: 19 de abril, 2007 - 10h38 GMT (07h38 Brasília)
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Premiê do Iraque manda prender comandante militar
Mercado de Sadriya logo após a explosão desta quarta-feira
Operação de segurança dos EUA não diminuiu o número de ataques
O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki determinou a prisão do comandante do Exército responsável pela segurança no distrito de Sadriya, em Bagdá, o pior de uma série de ataques na terça-feira que mataram quase 200 pessoas na capital do país.

Só o ataque em Sadryia, a explosão de um carro-bomba em um mercado, deixou cerca de 140 mortos.

Segundo um comunicado do premiê, a repetição de uma tragédia no local, que foi alvo de outro grande atentado em fevereiro, "revelou fraquezas nas medidas de segurança tomadas para proteger civis nesta área".

O oficial preso será "remetido a um comitê de investigação", segundo Maliki.

O premiê condenou os ataques a bomba em Bagdá que mataram quase 200 pessoas, classificando seus autores de "soldados de Satã".

'Ataque monstruoso'

"Este ataque monstruoso (...) não distinguiu entre velhos e jovens, entre homens e mulheres”, disse Maliki. “Ele teve como alvo a população de uma maneira que nos lembra dos massacres e genocídio da antiga ditadura.”

A violência continuou nesta quinta-feira, quando pelo menos dez pessoas morreram deppis que um carro-bomba se chocou contra um caminhão de combustível no distrito xiita de Karrada, em Bagdá.

Mas a terça-feira foi o dia o mais violento na capital iraquiana desde que os Estados Unidos adotaram um novo plano de segurança na cidade, há mais de dois meses.

O secretário da Defesa americano, Robert Gates, culpou a rede Al-Qaeda pelos ataques e prometeu que o governo irá perseverar com seu programa de segurança.

Uma hora antes do ataque de Sadryia, um carro-bomba foi utilizado em um ataque suicida contra um posto de controle da polícia no distrito de Cidade Sadr e deixou pelo menos 35 mortos.

Um outro carro-bomba explodiu e matou pelo menos 11 pessoas perto de um hospital no distrito de Karrada. Na região de Al-Shurja, a explosão de uma bomba em um microônibus deixou pelo menos dois mortos.

Outros dois ataques em Bagdá deixaram diversos mortos e feridos.

Ataques com suicidas e carros-bomba têm ocorrido quase que diariamente nos últimos meses em Bagdá, apesar da grande operação iniciada em fevereiro.

Área xiita

Os atentados desta terça-feira ocorreram em meio ao anúncio do primeiro-ministro do Iraque de que as forças iraquianas assumirão o controle da segurança no país até o fim do ano.

A bomba no mercado de Sariya teria sido deixada em um carro estacionado e explodiu por volta das 16h (horário local, 8h, horário de Brasília) no meio de uma multidão de clientes e trabalhadores.

O mercado estava sendo reconstruído depois de ter sido atingido por uma explosão em fevereiro, na qual mais de 130 pessoas morreram.

A explosão desta quarta-feira iniciou um incêndio que atingiu carros e microônibus estacionados nas proximidades, queimando muitas pessoas e gerando uma coluna de fumaça que se elevava sobre Bagdá.

Uma testemunha disse à agência de notícias Reuters que muitas das vítimas eram crianças e mulheres.

Os ataques ocorrem enquanto autoridades de mais de 60 países participam de uma conferência da ONU em Genebra a respeito dos refugiados iraquianos.

A ONU estima que mais de 50 mil pessoas fugiram da violência no Iraque a cada mês.

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