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Desabamento de instalação de esgoto mata quatro em Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos quatro pessoas morreram depois que um poço de tratamento de esgoto desabou e inundou um vilarejo na Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas. O muro que apoiava o poço, no vilarejo de Umm al-Naser, no norte da Faixa de Gaza, desmoronou, inundando pelo menos 25 casas. Cerca de 25 pessoas teriam ficado feridas. O vilarejo tem população de três mil pessoas. Moradores afirmaram que a inundação parecia um "tsunami". O ministro do Interior, Hani al-Qawasmeh, foi às pressas para o local. A correspondente da BBC em Jerusalém, Katya Adler, afirmou que moradores enfurecidos cercaram o ministro quando ele estava inspecionando os danos. Tiros teriam sido disparados, forçando Qawasmeh e sua comitiva a fugirem do vilarejo. Ainda não está claro de onde vieram os tiros. Investigação Autoridades do Ministério da Saúde palestino informaram que entre os mortos está um menino de quatro anos e uma mulher de 70. Militantes do grupo Hamas e equipes de resgate estão ajudando na busca pelos desaparecidos. O Exército de Israel afirmou que também iria ajudar - ainda não se sabe se as autoridades palestinas aceitaram a oferta. O chefe do conselho do vilarejo Ziad Abu Farya disse à agência de notícias Associated Press que o local tinha se transformado no "nosso tsunami". "Perdemos tudo, tudo foi coberto pela inundação. É um desastre", disse Amina Afif, que mora no vilarejo. Ainda não se sabe a causa do colapso. Agências de ajuda e a ONU haviam alertado para o risco de uma inundação ainda em 2004. Autoridades do Serviço de Água palestino estão no local analisando o incidente. Boicote O chefe do Serviço de Água palestino, Fadel Kawash, disse à AP que vários projetos de tratamento de esgoto, incluindo um no próprio vilarejo, foram paralisados depois que a comunidade internacional paralisou a ajuda a palestinos, devido à vitória do Hamas nas eleições de janeiro de 2006. "Tínhamos um projeto de esgoto no norte da Faixa de Gaza, trabalhamos (no projeto) por dois anos. Construímos o encanamento pressurizado e uma estação de bombeamento, mas foi tudo paralisado... depois que os problemas começaram", disse. O Hamas também culpou a paralisação do envio de ajuda internacional pela inundação. Stuart Shepherd, autoridade de ajuda humanitária da ONU na Faixa de Gaza, afirmou que a instalação de Umm al-Naser não foi afetada pelo boicote da comunidade internacional. Um relatório da ONU, de 2004, alertava que a instalação de esgoto estava em sua capacidade máxima e a inundação seria inevitável a não ser que uma nova estação de tratamento fosse construída. |
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