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EUA reagem com cautela a novo gabinete palestino | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos reagiram com cautela ao novo governo de união nacional palestino. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, disse que o discurso do primeiro-ministro Ismail Haniya diante do Parlamento, no sábado, foi "decepcionante". "A referência ao 'direito à resistência' é perturbadora e contradiz diretamente o princípio de renúncia à violência que permeia as políticas do Quarteto (grupo de mediadores de paz para o Oriente Médio, formado por Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU)", disse. Em seu discurso, ao apresentar os ministros do novo governo, Haniya defendeu a formação de um Estado palestino e disse que "a resistência, inclusive contra a ocupação, é um direito legítimo do povo palestino". McCormack disse que o novo governo palestino "perdeu a oportunidade" de se comprometer com a paz. Ele afirmou que os Estados Unidos vão continuar negociando com o presidente Mahmoud Abbas, e que os contatos com outros membros do governo palestino serão analisados caso a caso. Israel O governo de Israel também criticou o novo governo de união nacional palestino, reiterando que não negociará com ele. Miri Eisen, porta-voz do premiê israelense Ehud Olmert, acusou o gabinete - formado por integrantes dos grupos palestinos rivais Fatah e Hamas - de endossar o uso de ações "terroristas". Segundo Eisen, apesar da formação de um novo governo, a política palestina continua a mesma. "Nós temos um novo governo palestino, que não reconhecerá Israel, que não renunciará ao uso de atividades terroristas, que não aceitará nenhum dos acordos feitos anteriormente, e isso significa que o novo governo está seguindo as orientações do Hamas", afirmou Eisen. Embargo Antes da aprovação do novo gabinete, o presidente palestino Mahmoud Abbas fez um apelo para que a comunidade internacional reconheça o novo governo e suspenda o boicote econômico imposto no ano passado. "Este casamento de união nacional recebeu elogios do mundo árabe e da comunidade internacional, que nós esperamos ver transformados em passos práticos para acabar com este cerco", afirmou Abbas, neste sábado, na abertura de uma sessão especial do Parlamento palestino, convocada para aprovar o novo gabinete. A economia palestina foi muito prejudicada pelo embargo internacional, imposto depois que o Hamas venceu as eleições parlamentares em janeiro de 2006. O grupo rejeitou os apelos para reconhecer Israel e renunciar à violência. Agora, com a formação do novo governo, a União Européia e a Organização das Nações Unidas (ONU) já indicaram que poderão suspender as restrições econômicas. |
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