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Iraque revela plano de reforma política e econômica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-presidente iraquiano Adel Abdul-Mahdi revelou nesta sexta-feira os detalhes de um plano de reconstrução econômica e reforma política do país. Em uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o futuro do Iraque, Abdul-Mahdi detalhou metas de crescimento anual e uma série de compromissos relativos a segurança, cumprimento da lei, proteção de direitos humanos e combate à corrupção. O programa, com duração de cinco anos, prevê a distribuição da renda proveniente do petróleo entre as diferentes regiões do país. Outra medida prevista é a anistia a militantes que renunciarem à violência. "Esperamos realmente tirar o Iraque da crise em que se encontra com a ajuda da comunidade internacional", disse Abdul-Mahdi, que é um dos dois vice-presidentes do Iraque. O plano projeta crescimento econômico de 15,4% em 2007, em comparação ao resultado de 3% no ano passado. Outro objetivo é aumentar a produção diária de petróleo para 3,5 milhões de barris até 2011, dobrando a renda anual das exportações de petróleo para US$ 50 bilhões. Apoio internacional A ONU planeja um encontro até o final de abril para discutir a resposta internacional ao plano. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou para que os membros da organização apóiem o plano e não deixem o Iraque sozinho para enfrentar seus problemas. Segundo Ban, a iniciativa deve ser vista como "uma ferramenta para desenvolver o potencial do Iraque". "Os desafios são imensos. Estou certo de que vocês todos irão concordar que nós não podemos deixar o Iraque sozinho para enfrentá-los", disse Ban na conferência, que teve a participação de representantes de quase 90 países. "Além da violência política e sectária, uma crise humanitária está esgotando a paciência e a habilidade das pessoas comuns de enfrentar o dia-a-dia", afirmou Ban. O subsecretário de Terouro dos EUA, Robert Kimmit, disse que "o sucesso no Iraque virá com uma estratégia coordenada política, econômica e de segurança". "Os iraquianos fizeram a sua parte. A questão agora é o que a comunidade internacional vai fazer", afirmou Kimmit. Os novos detalhes do plano são revelados no momento em que os Estados Unidos se preparam para enviar mais soldados ao Iraque. Um alto funcionário do Pentágono informou nesta sexta-feira que o número de pessoas envolvidas seria de 28 mil, sendo 21,5 mil soldados. |
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