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Tribunal da ONU aponta suspeitos de crimes em Darfur | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Promotores no Tribunal Penal Internacional da ONU apontaram um ministro e um líder de milícia que eles suspeitam ser responsáveis por crimes de guerra na região de Darfur, no Sudão. Ahmed Haroun, do Ministério dos Negócios Humanitários, e o líder da milícia Janjaweed Ali Muhmmad Ali Abd al-Rahman - também conhecido como Ali Kushayb, foram apontados pelo tribunal em Haia, na Holanda. Cerca de 200 mil pessoas morreram e mais de dois milhões tiveram que abandonar suas casas durante o conflito que já dura quatro anos. O Sudão rejeita a autoridade do Tribunal Penal Internacional, afirmando que a Justiça do país pode julgar os suspeitos. Crimes Haroun era o Ministro do Interior no auge do conflito. Ali Kushayb estava envolvido com ataques a vilarejos perto de Mujkar, Bindisi e Garsil. O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional da ONU, Luis Moreno Ocampo, pediu aos juizes do pré-julgamento que convoquem os dois afirmando que existem razões para acreditar que os suspeitos "têm responsabilidade criminal por crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos em Darfur em 2003 e 2004". O promotor afirmou que os homens são suspeitos de 51 acusações de crimes de guerra. Ocampo deve revelar mais provas em uma entrevista coletiva nesta terça-feira. O promotor-chefe examinou provas reunidas por uma equipe investigativa da ONU durante dois anos depois que o Conselho de Segurança votou a favor de entregar ao promotor uma lista de 51 nomes de suspeitos de crimes contra a humanidade. Segundo ele, os crimes investigados incluem mortes, torturas, estupros, saques, perseguições e deslocamento forçado. Governo Um ex-grupo rebelde, o Movimento de Libertação do Sudão, afirmou que pode cooperar com o processo se o tribunal for justo e imparcial. "Qualquer indivíduo no movimento que é acusado deve se entregar e provar sua inocência frente ao judiciário, seja dentro ou fora do Sudão", disse o vice-líder Al-Rayah Mahmud, ao jornal sudanês Al-Watan. Vários relatórios internacionais e especialistas ligaram diretamente as atividades brutais dos Janjaweed ao governo central do Sudão em Cartum. O correspondente da BBC na capital sudanesa Jonah Fisher afirmou que ataques conjuntos em vilarejos foram bem documentados e existem poucas dúvidas de que as milícias receberam armas e veículos para lutar contra rebeldes. O presidente sudanês Omar al-Bashir nega envolvimento e diz que o nível do conflito na região foi exagerado pelos Estados Unidos e pelo ocidente. |
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