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Israel faz buscas e impõe toque de recolher em Nablus | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças israelenses impuseram um toque de recolher e realizaram buscas em residências à procura de militantes palestinos durante uma operação iniciada neste domingo na cidade de Nablus, na Cisjordânia. Os veículos militares que entraram na cidade cercaram diversos edifícios, incluindo os dois principais hospitais de Nablus. De acordo com autoridades israelenses, o objetivo da operação foi combater "ameaças terroristas" na cidade. A Autoridade Palestina condenou a operação, que foi uma das maiores realizadas pelas forças israelenses na Cisjordânia nos últimos meses. O governador de Nablus, Kamal al-Sheikh, exigiu que os israelenses suspendessem o bloqueio aos hospitais para permitir que os médicos realizassem seu trabalho. As principais estradas de acesso à cidade foram fechadas, de acordo com testemunhas. Escolas e uma universidade fecharam as portas após o ataque. Relatos indicam que escavadeiras teriam sido utilizadas pelas forças de Israel para colocar entulho nas estradas e bloquear as passagens. Laboratório Cerca de cem veículos, incluindo escavadeiras, foram mobilizados pelas forças de Israel em Nablus neste domingo. Um porta-voz do Exército israelense disse que as tropas utilizaram balas de borracha e gás lacrimogêneo contra palestinos que atiraram pedras e blocos de concreto nos soldados. O Exército afirmou ainda que dois soldados foram levemente feridos por uma carga de explosivos. De acordo com fontes dos hospitais locais, pelo menos oito palestinos foram feridos por balas de borracha. Durante a operação, os soldados anunciaram em alto-falantes que um toque de recolher seria imposto no centro de Nablus, que possui cerca de 30 mil habitantes. O ataque teve início um dia depois da descoberta por tropas israelenses de um laboratório de explosivos na cidade, segundo autoridades de Israel. Os israelenses procuram em Nablus oito palestinos que seriam membros das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado ao Fatah, partido político do presidente palestino Mahmoud Abbas. "As forças israelenses em Nablus estão agindo contra uma ampla infra-estrutura terrorista para prevenir atividades terroristas originadas na cidade", disse o Exército em um comunicado citado pela agência de notícias Reuters. As autoridades israelenses não revelaram, no entanto, quanto tempo a operação em Nablus vai durar. |
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