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Atualizado às: 23 de fevereiro, 2007 - 15h56 GMT (13h56 Brasília)
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Manifestação por anistia reúne 25 mil no Afeganistão
Manifestação em Cabul
Partidários de proposta dizem que paz no futuro depende da anistia
Cerca de 25 mil pessoas fizeram uma manifestação no centro da capital do Afeganistão, Cabul, para pedir que a proposta de anistia por crimes de guerra a ex-líderes de milícias armadas seja transformada em lei.

Entre os manifestantes, que se reuniram em um estádio, estavam várias autoridades do governo e ex-combatentes islâmicos.

A Câmara Alta do Parlamento aprovou a polêmica proposta, mas ainda é necessária a assinatura do presidente. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas e torturadas durante décadas de guerra no país.

Se a proposta for transformada em lei, os envolvidos em combates (primeiro, como líderes da resistência contra a União Soviética na década de 1980 e, depois, durante a guerra civil entre 1992-96) estariam isentos em caso de processos por crimes de guerra.

Justiça

Grupos internacionais de defesa dos direitos humanos e a ONU são contra a proposta e afirmam que é preciso fazer justiça.

Mais de um milhão de pessoas morreram durante a guerra entre o governo que tinha o apoio da União Soviética e a oposição. Dezenas de milhares morreram durante a guerra civil que ocorreu em seguida e, logo depois, quando o regime do Talebã tomou o poder.

Os manifestantes, que carregavam cartazes com fotos de líderes políticos, se reuniram no estádio de futebol Ghazi, onde as pessoas eram executadas e torturadas durante a época do Talebã.

"Quem for contra os mujahideen é contra o islamismo e essas pessoas são inimigas deste país", disse o ex-combatente Abdul Rasul Sayyaf, agora um legislador influente, à multidão de manifestantes.

Sayyaf é um dos muitos comandantes ligados a violações de direitos humanos cometidas durante a guerra civil no país.

Também participaram da manifestação o ex-presidente Burhanuddin Rabbani, além do atual vice-presidente Karim Khalili e o ministro da Energia, Ismail Khan.

O presidente Hamid Karzai é contra a proposta e afirma que precisa fazer mais consultas antes de decidir se aprova a legislação.

Os mais jovens percorreram as ruas da capital gritando slogans como "Morte aos inimigos do Afeganistão" e "Morte aos Estados Unidos".

Mulher usando burqa nos arredores de CabulAfeganistão
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