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Atualizado às: 13 de fevereiro, 2007 - 19h00 GMT (17h00 Brasília)
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Iraque decide fechar fronteiras com Irã e Síria
Douglas Feith
General Gambar supervisiona plano que divide Bagdá em dez distritos
O governo do Iraque anunciou nesta terça-feira o fechamento das fronteiras do país com o Irã e a Síria como parte de um programa para diminuir a violência em Bagdá.

Essa e outras medidas foram ordenadas por um decreto, que foi lido na televisão estatal pelo general-de-divisão Abboud Gambar, ao fim de mais um dia marcado por ataques na capital iraquiana.

Nesta terça-feira, pelo menos 16 pessoas foram mortas e 45 ficaram feridas na explosão de uma van carregada de explosivos perto de uma faculdade no oeste de Bagdá.

Segundo Gambar, encarregado de supervisionar o programa, os principais postos de fronteira com o Irã e a Síria deixarão de funcionar por pelo menos 72 horas e outros ficarão fechados por tempo indeterminado.

Pelo plano, Bagdá será dividida em dez distritos de segurança, em uma tentativa de expulsar insurgentes e milícias.

Irã

O fechamento das fronteiras é anunciado em meio às acusações dos Estados Unidos de que o Irã e a Síria estimulam a violência no Iraque.

No domingo, o governo americano mostrou a um grupo de jornalistas supostas provas de que o Irã estaria contrabandeando armas para grupo rebeldes xiitas. Teerã negou a acusação.

O fechamento das fronteiras também se dá em um momento em que aumenta o número de pessoas tentando deixar o Iraque por causa da violência, de acordo com dados divulgados pelo Alto Comissariado para Refugiados da ONU (Acnur).

O escritório da agência na Síria informou ter registrado a entrada de mais de 5 mil refugiados iraquianos apenas no domingo e na segunda-feira.

Pelas estimativas do Acnur, mais de 2 milhões de pessoas já deixaram o Iraque desde que o país foi invadido em 2003. A maioria foi para a Síria e o Irã, onde geralmente vivem em condições de extrema pobreza.

Armas e toque de recolher

Entre outras medidas anunciadas nesta terça-feira está a suspensão das licenças para porte de arma em toda a capital iraquiana, com exceção dos membros das forças de segurança do Iraque e estrangeiras que atuam sob liderança dos Estados Unidos.

Também voltará a vigorar um toque de recolher proibindo a circulação de pessoas durante a noite.

O decreto autoriza o general a impor "as restrições necessárias em todos os lugares públicos, centros, clubes, organizações, sindicatos, empresas, instituições e escritórios para proteger cidadãos e pessoas que trabalham".

"As forças de segurança serão autorizadas a bloquear ou realizar buscas em propriedades públicas ou privadas e terão o direito de impor restrições à circulação de indivíduos ou veículos", disse Gambar.

Milhares de soldados americanos estão indo para Bagdá para ajudar as forças iraquianas na nova investida contra insurgentes.

O presidente George W. Bush pretende enviar mais 21,5 mil soldados ao Iraque, mas enfrenta oposição dentro do Congresso americano.

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