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Atualizado às: 05 de fevereiro, 2007 - 15h50 GMT (13h50 Brasília)
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EUA devem acelerar envio de soldados, diz vice iraquiano
Soldado americano no Iraque
Os EUA têm atualmente 132 mil soldados no Iraque e estão enviando mais
O vice-presidente do Iraque, o sunita Tariq Hashimi, pediu que o governo americano acelerasse o envio de mais soldados para por um fim à matança em seu país.

Hashimi, um dos dois vice-presidentes do país, disse à BBC que as operações de segurança anteriores falharam, pois contavam com poucos soldados para o combate.

A declaração do vice-presidente ocorre depois de um final de semana violento no qual 135 pessoas morreram em um ataque em Bagdá.

Forças dos Estados Unidos e Iraque estão planejando uma nova ofensiva conjunta que visa restaurar a segurança na capital iraquiana.

O centro de comando que está coordenando as operações deveria iniciar suas atividades nesta segunda-feira, mas o prazo para a implementação do programa ainda não foi esclarecido.

Irã

Hashimi, o mais importante político sunita do Iraque, afirmou que se os soldados prometidos não chegarem logo, a situação pode se deteriorar ainda mais.

O vice-presidente lamentou a resposta do governo iraquiano à violência afirmando que esta foi lenta e sem profissionalismo. Ele também culpou o Irã, acrescentando que os recentes ataques foram tão grandes que um governo tinha que estar envolvido.

No último episódio violento no Iraque dez pessoas morreram e pelo menos 60 ficaram feridas em um ataque com caminhão bomba em um posto de gasolina no sudoeste de Bagdá. Outras oito pessoas morreram quando um carro bomba explodiu em uma oficina mecânica.

Debate

Apesar do pedido de Hashimi para o envio rápido de mais soldados, é provável que este envio demore meses.

O presidente americano George W. Bush anunciou em janeiro que pretende enviar mais 21,5 mil soldados para o Iraque, a maioria para Bagdá.

A estratégia de Bush deve provocar mais debate em Washington nesta segunda-feira, com senadores iniciando a discussão de uma resolução não obrigatória que critica a proposta de envio de mais soldados.

O novo centro de comando para operações em Bagdá está sendo chefiado por um oficial iraquiano, general Abboud Gambar, um xiita que lutou pelas forças americanas na Guerra do Golfo em 1991.

Ele deveria assumir nesta segunda-feira, com a operação de segurança marcada para ter início "logo em seguida", segundo militares americanos.

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