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Atualizado às: 04 de fevereiro, 2007 - 14h48 GMT (12h48 Brasília)
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Síria afasta 'culpa' por atentados no Iraque
Ferido é levado ao hospital em Bagdá
Acusação foi feita após explosão de caminhão-bomba no sábado
Um alto representante do governo do Iraque afirmou neste domingo que metade dos atentados de insurgentes em Bagdá são executados por militantes que saíram da Síria.

O porta-voz do governo iraquiano Ali al-Dabbagh disse ainda que as autoridades iraquianas já forneceram ao governo de Damasco provas dessa alegação.

No entanto, representantes do governo sírio refutaram as acusações, acrescentando que estão conseguindo controlar a saída de militantes sunitas que realizariam ataques no Iraque.

Para os sírios, as acusações foram feitas para enfraquecer os vínculos entre os dois países, que reataram relações diplomáticas no ano passado depois de 25 anos.

Os representantes do governo sírio disseram ainda que cabe às autoridades iraquianas trabalhar para evitar novos atentados.

Caminhão-bomba

As acusações foram apresentadas no dia seguinte ao mais violento ataque a bomba desde a ocupação americana do país, em 2003, que deixou 130 pessoas mortas em um mercado de Bagdá.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, prometeu pôr um fim a ataques deste tipo, que ele atribuiu a simpatizantes do ex-presidente Saddam Hussein.

Neste domingo, um novo atentado a bomba matou quatro policiais na capital iraquiana.

Pelo menos outras três pessoas teriam ficado feridas no ataque, no bairro de al-Qasra.

Caminhão-bomba

No sábado, a violenta explosão de um caminhão-bomba sacodiu um mercado no bairro de al-Sadriyah, uma área predominantemente xiita, no fim da tarde, um horário de grande movimento.

O atentado aconteceu quando muitas pessoas faziam compras, e antes do toque de recolher que imposto durante a noite.

Segundo o Ministério do Interior, o caminhão levava uma tonelada de explosivos que foram detonados por um suicida.

Barracas foram destruídas e uma grande cratera foi aberta no local.

Os hospitais de Bagdá tiveram que montar necrotérios improvisados para receber o grande número de cadáveres. As salas e corredores de um hospital da região ficaram lotados.

Ferido em hospitalDepois da explosão
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