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ONU pede a Sudão que apóie novas tropas em Darfur | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, a cooperar com a formação e o envio de uma nova força de paz a Darfur, região no oeste sudanês que vive um violento conflito civil desde 2003. Ban e Bashir mantiveram um encontro paralelo à reunião de cúpula da União Africana, realizada em Adis-Abeba, a capital etíope. Segundo Ban, Bashir concordou em "acelerar os esforços conjuntos entre a União Africana e a ONU" pela implementação de uma força de paz que substitua a atual, composta por sete mil homens da União Africana e considerada insuficiente para conter a violência. O secretário-geral da ONU já havia mandado um recado a Bashir antes do encontro, no domingo, dizendo que ele deveria "cessar todos os seus bombardeios e ataques contra civis". Bashir nega apoiar as acusações de que apóia as milícias pró-governo, conhecidas como Janjaweed e supostamente responsáveis por diversas violações de direitos humanos em Darfur. A ONU quer enviar 22 mil soldados a Darfur como parte de uma força mista, com militares da União Africana. O presidente sudanês, porém, vinha resistindo à atuação de soldados da ONU em Darfur. Quase quatro anos de combates entre rebeldes e milícias pró-governo levaram à morte de mais de 200 mil pessoas e forçaram dois milhões de pessoas a deixar suas casas. Divergências Bashir chegou a aceitar a força de paz, mas divergências sobre o tamanho e quem deveria liderá-la impediram a sua implementação. Não está claro se essas questões foram tratadas encontro de uma hora e meia entre o presidente sudanês e Ban, que assumiu o cargo de secretário da ONU no início deste ano. Além das pressões de Ban, Bashir sofreu uma derrota na União Africana, que decidiu passar a presidência rotativa a Gana, em vez do Sudão. Grupos defensores de direitos humanos haviam expressado revolta coma idéia de o Sudão assumir a presidência temporária da União Africana por causa dos supostos abusos cometidos por Cartum. A situação em Darfur dominou a reunião de cúpula africana, que também discutiu a formação de uma força de paz para a Somália, os preparativos para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul e o aquecimento global. Agências humanitárias Ainda nesta segunda-feira, a organização não-governamental francesa Médecins du Monde ("Médicos do Mundo", em tradução livre) anunciou que vai se retirar de Darfur por causa da falta de segurança para trabalhar na região. A ONG assistia 90 mil refugiados no sul de Darfur. Vários outros grupos reduziram as suas operações depois que seus funcionários sofreram ataques. No domingo, as seis maiores agências humanitárias que atuam em Darfur alertaram que as suas operações na região estão à beira do colapso. |
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