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Presidente de Israel 'não deixará cargo', dizem advogados | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os advogados do presidente de Israel, Moshe Katsav, disseram nesta quarta-feira que ele não pretende deixar o cargo, apesar da possibilidade de que ele seja indiciado por vários crimes, entre eles estupro. Katsav, que nega ter feito alguma coisa errada, deverá esclarecer sua posição em uma entrevista coletiva ainda nesta quarta-feira. Alguns parlamentares e editoriais de jornais pediram a renúncia imediata do chefe de Estado, que ocupa um cargo principalmente cerimonial. O caso sem precedentes é um dos vários escândalos que afetam políticos israelenses, causando incerteza política no país. Na terça-feira, o procurador-geral de Israel, Menachem Mazuz, anunciou sua decisão de indiciar Katsav por crimes que incluem estupro, intimidação sexual, obstrução da justiça e fraude. O procedimento legal, contudo, não poderá começar enquanto Katsav mantiver o cargo. O mandato de sete anos do presidente termina ainda neste ano. Impeachment Seu advogado sugeriu que ele pode pedir seu afastamento temporário do cargo para se defender das acusações. Uma suspensão temporária de Katsav teria que ser aprovada por um comitê do Parlamento israelense, o Knesset. Mas membros esquerdistas do Parlamento já começaram a buscar apoio para o impeachment do presidente. São necessárias as assinaturas de vinte parlamentares para iniciar um processo de impeachment. Para sua demissão, são necessários 90 votos na casa, de 120 assentos, embora este número esteja sendo revisado. O indiciamento só vai ser apresentado depois de uma audiência especial para que o presidente coloque seu caso, decidiu Mazuz. Advogados de defesa manifestaram confiança de que o caso será rejeitado nessa audiência. David Libai disse na terça-feira que vai ficar esclarecido que ele é vítima dessas acusações e de uma "tentativa fracassada para destituí-lo do cargo, e ele vai lutar para provar sua inocência". "Constrangimento" Um dos pedidos mais veementes pela renúncia veio do ministro da Educação, Yuli Tamir, que disse que sua contínua presença é um "constrangimento". "É impossível ensinar os estudantes a respeitarem a instituição da Presidência e pedir a eles que pendurem em todas as escolas retratos de um presidente acusado de graves crimes." A ministra da Justiça, que acumula ainda a pasta do Exterior, Tzipi Livni, disse que a renúncia será "a ação adequada". O cargo de Katsav tem grande prestígio em Israel, mas seus poderes são limitados. Eles incluem o perdão a prisioneiros. |
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