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EUA 'rejeitaram acordo oferecido por Irã em 2003' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã ofereceu aos Estados Unidos um pacote de concessões em 2003 para por fim às hostilidades entre os dois países, mas a oferta foi rejeitada, segundo uma ex-autoridade americana. Em uma entrevista à BBC, Lawrence Wilkerson, ex-assessor do então secretário de Estado americano Colin Powell, disse que o governo iraniano propôs o fim do apoio a grupos militantes palestinos e libaneses e ajuda para estabilizar o Iraque depois da invasão liderada pelos Estados Unidos. A oferta, que incluía mais transparência em seu programa nuclear, tinha como condição o fim das hostilidades dos Estados Unidos. Mas o gabinete do vice-presidente Dick Cheney rejeitou o plano, segundo Wilkerson. Carta A oferta foi feita em uma carta, vista pela BBC, que não foi assinada mas que o Departamento de Estado americano aparentemente acreditava ter sido aprovada pelas mais importantes autoridades iranianas. Em troca das concessões, o Irã pediu que os Estados Unidos acabassem com as hostilidades e sanções contra o país e que também dissolvessem o grupo rebelde iraniano no exílio Muhahedeen-e-Khalq e repatriassem seus integrantes. O ex-líder iraquiano Saddam Hussein tinha permitido que o grupo rebelde iraniano criasse sua base no Iraque, colocando o grupo sob o poder dos Estados Unidos depois da invasão em 2003. Wilkerson - que era um dos assistentes mais importantes de Colin Powell - afirmou que o Departamento de Estado americano tinha gostado do plano, mas instâncias superiores acabaram rejeitando a idéia. "Pensamos que era um momento muito propício para fazer aquilo. Mas assim que (a oferta) chegou à Casa Branca, e assim que chegou ao gabinete do vice-presidente, o velho mantra de 'Nós não conversamos com o Mal'... se reafirmou", disse. Observadores afirmam que as concessões oferecidas pelo Irã há quase quatro anos são bem parecida com que Washington está exigindo de Teerã atualmente. Desde aquela época, o grupo militante libanês Hezbollah causou perdas militares significativas ao maior aliado dos Estados Unidos na região, Israel, no conflito de 2006 e agora goza de mais poder político no Líbano. O grupo militante palestino Hamas chegou ao poder nas eleições parlamentares há um ano, abrindo um novo capítulo de conflito na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O Conselho de Segurança da ONU impôs sanções ao Irã depois de sua recusa em suspender o seu programa de enriquecimento de urânio. O Irã nega as acusações dos Estados Unidos de que seu programa nuclear visa a produção de armas. |
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