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Resolução da ONU é 'papel rasgado', diz presidente do Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmedinejad, rejeitou neste domingo a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU contra o país por causa de suas atividades nucleares, qualificando-a de “papel rasgado” e dizendo que os países que votaram a favor dela irão se arrepender. “É um pedaço de papel rasgado (…) com o qual eles querem assustar os iranianos (…) é do interesse dos ocidentais conviver com um Irã nuclear”, disse Ahmadinejad, de acordo com a agência de notícias iraniana Fars, em frase reproduzida pela agência Reuters. O Parlamento iraniano também condenou a resolução aprovada no sábado pela ONU impondo sanções ao país, dizendo que a decisão unânime do Conselho de Segurança foi tirânica, injusta e ilegal. Os parlamentares aprovaram um decreto de emergência determinando que o governo reavalie sua cooperação com a Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), o órgão nuclear da ONU. Centrífugas Ainda neste domingo, o Irã anunciou que ampliará as suas atividades de enriquecimento de urânio. "Nossa resposta imediata ao Conselho de Segurança da ONU é que, ainda hoje (domingo), iniciaremos as atividades de instalação de três mil centrífugas na usina de Natanz, e continuaremos com velocidade total", disse o principal negociador nuclear iraniano, Ali Larijani, segundo a edição de domingo do jornal conservador iraniano Kayhan. "Já havíamos dito que, se os ocidentais quisessem explorar o Conselho de Segurança, não apenas não nos deixaríamos influenciar, mas estaríamos mais determinados a perseguir nossos objetivos nucleares mais rapidamente." A usina de enriquecimento de urânio de Natanz, no centro do país, é uma peça-chave da infra-estrutura nuclear iraniana. A instalação a 320 km da capital, Teerã, foi fechada em 2003, depois que inspeções detectaram traços de urânio em grau de enriquecimento suficiente para uso em armas nucleares, que o governo iraniano afirmou terem viajado em equipamento importado contaminado. Recentemente, a usina foi reaberta, e os planos de expansão possibilitariam ao Irã alcançar o estágio vital do processo de enriquecimento de urânio em níveis altos o suficiente para uso em armas. No começo de 2006, o Irã anunciou que pretende ter cerca de 3 mil centrífugas funcionando em Natanz. Para produzir combustível nuclear em escala industrial, seriam necessárias dezenas de milhares de centrífugas. Sanções A resolulção contra o Irã aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU proíbe o fornecimento de material nuclear para o país e "congela" alguns recursos do Irã no exterior. O documento exige que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, que pode ser usado tanto como combustível para usinas nucleares como para fabricação de bomba atômica. Essa possibilidade é destacada de forma contundente por representantes do governo americano, que pedem medidas ainda mais duras contra Teerã. O documento não prevê saída militar para a crise. O governo iraniano diz que o seu programa nuclear tem fins pacíficos. | NOTÍCIAS RELACIONADAS ONU aprova sanções contra o Irã23 de dezembro, 2006 | Notícias Irã vai às urnas e testa popularidade de Ahmadinejad15 de dezembro, 2006 | Notícias ONU bloqueia ajuda ao Irã em projeto de reator nuclear23 de novembro, 2006 | Notícias Irã ameaça reduzir cooperação com agência atômica10 de novembro, 2006 | Notícias Irã lança mísseis de longo alcance em exercício militar02 de novembro, 2006 | Notícias Irã ignora pressões e amplia programa nuclear 25 de outubro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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