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Irã ameaça reduzir cooperação com agência atômica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O negociador chefe para assuntos nucleares do Irã disse que o país irá rever suas ligações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)caso não sejam feitas mudanças no projeto de resolução da ONU que condena as atividades nucleares iranianas. Ali Larijani fez a declaração quando chegou à Moscou para discussões sobre a política nuclear de seu país. O programa iraniano tem sido alvo de discussões no Conselho de Segurança da ONU, que analisa a aprovação de uma resolução elaborada por França, Grã-Bretanha e Alemanha, ameaçando impor sanções ao Irã. A Rússia - que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU e ligações econômicas importantes com o Irã - diz que o texto é demasiadamente duro com Teerã e defende uma versão mais branda. "Vamos rever nossas relações com a AIEA se a ONU aceitar a resolução sem considerar os adendos apresentados pela Rússia", disse Larijani. Pressão O governo russo também tem resistido a eventuais restrições ao seu envolvimento na construção de um reator nuclear em Bushehr, no Irã. Segundo a agência de notícias russa Interfax, as declarações de Larijani foram feitas na chegada do negociador iraniano a Moscou, onde deve discutir a crise com o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov e o conselheiro de Segurança Nacional, Igor Ivanov. O negociador disse também que está considerando uma proposta do governo russo de enriquecer urânio para o Irã na Rússia, segundo a agência RIA Novosti. "Essa proposta nunca foi rejeitada e continua na mesa de negociações", disse Larijani à agência. Em outubro, o Irã ativou um segundo grupo de centrífugas - máquinas usadas para fabricar urânio enriquecido -, apesar da pressão da comunidade internacional para que o país paralisasse seu programa nuclear. O governo iraniano diz que seu programa tem o objetivo de gerar eletricidade, mas os Estados Unidos e alguns outros países ocidentais acusam o país de buscar armas atômicas. |
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