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Atualizado às: 10 de novembro, 2006 - 13h44 GMT (11h44 Brasília)
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Irã ameaça reduzir cooperação com agência atômica
Ali Larijani
Ali Larijani chegou à Rússia para discutir programa nuclear.
O negociador chefe para assuntos nucleares do Irã disse que o país irá rever suas ligações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)caso não sejam feitas mudanças no projeto de resolução da ONU que condena as atividades nucleares iranianas.

Ali Larijani fez a declaração quando chegou à Moscou para discussões sobre a política nuclear de seu país. O programa iraniano tem sido alvo de discussões no Conselho de Segurança da ONU, que analisa a aprovação de uma resolução elaborada por França, Grã-Bretanha e Alemanha, ameaçando impor sanções ao Irã.

A Rússia - que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU e ligações econômicas importantes com o Irã - diz que o texto é demasiadamente duro com Teerã e defende uma versão mais branda.

"Vamos rever nossas relações com a AIEA se a ONU aceitar a resolução sem considerar os adendos apresentados pela Rússia", disse Larijani.

Pressão

O governo russo também tem resistido a eventuais restrições ao seu envolvimento na construção de um reator nuclear em Bushehr, no Irã.

Segundo a agência de notícias russa Interfax, as declarações de Larijani foram feitas na chegada do negociador iraniano a Moscou, onde deve discutir a crise com o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov e o conselheiro de Segurança Nacional, Igor Ivanov.

O negociador disse também que está considerando uma proposta do governo russo de enriquecer urânio para o Irã na Rússia, segundo a agência RIA Novosti.

"Essa proposta nunca foi rejeitada e continua na mesa de negociações", disse Larijani à agência.

Em outubro, o Irã ativou um segundo grupo de centrífugas - máquinas usadas para fabricar urânio enriquecido -, apesar da pressão da comunidade internacional para que o país paralisasse seu programa nuclear.

O governo iraniano diz que seu programa tem o objetivo de gerar eletricidade, mas os Estados Unidos e alguns outros países ocidentais acusam o país de buscar armas atômicas.

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