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Atualizado às: 15 de janeiro, 2007 - 11h31 GMT (09h31 Brasília)
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Execuções são criticadas por europeus e russos
Barzan al-Tikriti e Awad Hamad al-Bandar
Ex-aliados de Saddam foram executados apesar de pressões
A execução de dois outros ex-integrantes do antigo regime iraquiano nesta segunda-feira foi criticada por autoridades européias e russas, reportaram agências de notícias.

Reunidos, o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, condenaram a pena de morte.

"Mantenho a mesma posição que tive em relação à execução de Saddam Hussein: a Itália é contra a pena de morte", declarou Prodi.

Barroso acrescentou: "Consideramos que um homem não tem o direito de tirar a vida de outro. Acredito em nossos valores europeus e aproveito a ocasião de agradecer a Itália por todas as iniciativas que adotou, de forma que possamos, no contexto das Nações Unidas, pôr fim à pena de morte".

Um porta-voz do Ministério do Exterior da Rússia, Mikhail Makynin, afirmou que a morte dos dois homens "não ajuda a estabilizar a situação no Iraque".

"Não se deve optar pela mão firme para resolver o problema, não se deve contar com a vingança, mas tentar promover o diálogo", ele afirmou.

’Violações’

O meio-irmão de Saddam Hussein, Barzan Ibrahim al-Tikriti, e o ex-chefe da Corte Revolucionária do Iraque, Awad Hamad al-Bandar, foram enforcados em Bagdá às 3 horas da manhã local desta segunda-feira (22h da noite em Brasília).

Em um incidente que as autoridades disseram ser raro, a cabeça do meio-irmão de Saddam se separou do corpo. Mas o porta-voz do governo iraquiano que confirmou a notícia, Ali al-Dabbagh, disse que "não houve violações" durante a execução.

Um líder parlamentar da mesma etnia – sunita – dos executados, Khalaf al-Olayan, pediu para ver as imagens realizadas durante a execução. Ele disse à TV Al-Jazeera que é "impossível" alguém ser decapitado durante o enforcamento.

"Eles violaram o corpo, e isso é uma violação da lei."

Nos distritos xiitas de Bagdá, afetados mais gravemente pela violência sectária, moradores descreveram as execuções como uma "alegria".

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