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Enforcamento fez de Saddam um mártir, diz Mubarak | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As circunstâncias do enforcamento de Saddam Hussein transformaram o ex-líder iraquiano em um mártir, afirmou o presidente do Egito, Hosni Mubarak, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira. Mubarak disse ao jornal israelense Yediot Ahronot que as imagens não-oficiais da execução de Saddam eram “revoltantes e bárbaras”. A entrevista foi reproduzida também pela agência oficial de notícias egípcia. As cenas caóticas da execução, durante a qual Saddam foi insultado, receberam condenação em todo o mundo. O Egito é um importante aliado regional dos Estados Unidos e um dos dois únicos Estados árabes a ter assinado um tratado de paz com Israel, ao lado da Jordânia. Mubarak havia aconselhado fortemente os Estados Unidos a não liderarem a invasão ao Iraque em 2003 na qual Saddam Hussein foi deposto. Mensagem
As autoridades americanas, incluindo Bush, procuraram se distanciar da maneira como a execução foi feita, mas insistiram que a Justiça havia prevalecido. “Pessoas são executadas em todo o mundo, mas o que aconteceu em Bagdá no primeiro dia do Eid al-Adha foi impensável. Não acreditei que isso pudesse estar acontecendo”, disse Mubarak. “Por que eles tinham que correr? Por que enforcá-lo quando as pessoas estão recitando suas preces do feriado? E depois, as imagens da execução foram revoltantes e bárbaras”, afirmou. “Eu não estou dizendo se Saddam merecia ou não a pena de morte. Também não estou colocando em questão se o tribunal foi justo (com o país) sob ocupação.” As relações entre o Egito e o Iraque eram amistosas até a invasão iraquiana do Kuwait, em 1990. O Egito participou militarmente na coalizão internacional que expulsou as forças iraquianas do Kuwait. |
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