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Atualizado às: 12 de janeiro, 2007 - 02h48 GMT (00h48 Brasília)
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Presidente de Bangladesh adia eleições gerais
 Soldado na capital de Bangladesh, Daca
Soldados estão patrulhando as ruas da capital de Bangladesh, Daca
O presidente de Bangladesh, Iajuddin Ahmed, renunciou ao cargo de chefe do governo interino e anunciou o adiamento das eleições gerais, que estavam previstas para o próximo dia 22.

A decisão do presidente interino foi divulgada pela TV estatal algumas horas depois de Ahmed ter anunciado estado de emergência e imposto toque de recolher.

Pouco depois, Ahmed fez uma declaração transmitida pela televisão. "Não será possível realizar as eleições na data prevista", disse.

"Dentro de alguns dias, irei indicar um novo líder interino para realizar uma eleição da qual todos os partidos possam participar", afirmou.

Em seu pronunciamento, Ahmed afirmou que continuaria em seu posto cerimonial de presidente. Nove dos 10 membros de sua administração interina também renunciaram.

O presidente disse que um de seus assessores, Fazlul Haque, ficaria à frente do governo interino até que um substituto seja apontado.

Crise

A realização das eleições mergulhou o país em uma crise política que já dura semanas e já deixou mais de 40 mortos.

Uma grande aliança de partidos está boicotando a eleição, pois afirma que o processo está sendo fraudado.

Nesta quinta-feira a ONU e a União Européia retiraram o apoio à eleição.

No pronunciamento, Ahmed não especificou uma nova data para o pleito, mas deixou claro que são necessárias mudanças fundamentais antes da votação.

"Precisamos de um registro eleitoral sem falhas para garantir que as eleições sejam livres, justas e confiáveis", disse.

A aliança liderada pela Liga Awami se recusa a participar das eleições, alegando que o registro eleitoral é incompleto, não é preciso e é influenciado de forma a favorecer o principal adversário da aliança, o Partido Nacionalista de Bangladesh, que deixou o governo em outubro.

O Partido Nacionalista de Bangladesh rejeita a alegação da aliança e afirma que seus aliados vão participar da votação.

O anúncio do adiamento das eleições e da renúncia de Ahmed foi considerado pela aliança "uma vitória para o povo".

A aliança vinha liderando protestos nos últimos meses. Em algumas ocasiões houve violentos confrontos entre manifestantes e a polícia.

Estado de emergência

Nesta quinta-feira, antes de anunciar o adiamento das eleições, o presidente já havia declarado estado de emergência e um toque de recolher das 23h às 5h.

Segundo a TV estatal, o toque de recolher afeta mais de 60 cidades, incluindo a capital, Daca.

Com a declaração de estado de emergência, a veiculação de notícias por emissoras privadas fica suspensa. A mídia fica proibida de criticar o governo ou suas políticas.

Todas as atividades políticas também são banidas.

A declaração de estado de emergência aumentou a tensão em um país que já passou por governos militares e tentativas de golpe desde sua independência, em 1971.

Pela Constituição de Bangladesh, o governo provisório deve organizar eleições dentro de um período de 90 dias.

Com a decisão de adiar a votação anunciada nesta quinta-feira, o país entra em um terreno ainda inexplorado.

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