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Atualizado às: 11 de janeiro, 2007 - 14h56 GMT (12h56 Brasília)
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Bangladesh declara estado de emergência
 Soldado na capital de Bangladesh, Daca
Soldados estão patrulhando as ruas da capital de Bangladesh, Daca
O presidente provisório de Bangladesh, Iajuddin Ahmed, anunciou estado de emergência no país depois de semanas de crise política gerada pela eleição que deve ocorrer em janeiro.

Um toque de recolher foi imposto durante a noite e o presidente deve fazer um pronunciamento em breve.

Semanas de violência deixaram mais de 40 mortos no país. Uma grande aliança de partidos está boicotando a eleição pois afirma que o processo está sendo fraudado.

Nesta quinta-feira a ONU e a União Européia retiraram o apoio à eleição.

"O presidente declarou estado de emergência e o toque de recolher foi imposto diariamente das 23h até 5h. O presidente vai fazer um pronunciamento na televisão e rádio esta noite", informou o canal estatal de televisão de Bangladesh.

Horas antes a ONU e a União Européia anunciaram a suspensão da assistência à eleição geral que deve ocorrer no dia 22 de janeiro.

"A crise política... ameaçou a legitimidade do processo eleitoral", afirmou uma declaração da ONU.

A União Européia afirma que as condições para uma votação com credibilidade não existem e os observadores iriam deixar Bangladesh na noite de domingo.

Sinal

O correspondente da BBC na capital, Daca, John Sudworth, afirma que o anúncio da ONU e da União Européia foi visto como um forte sinal da comunidade internacional para o governo provisório de que as eleições devem ser adiadas.

Segundo Sudworth, com a votação a menos de duas semanas o processo eleitoral está em ruínas e não há sinal de comprometimento.

A aliança liderada pela Liga Awami se recusa a participar, alegando que o registro eleitoral é incompleto, não é preciso e influenciado de forma a favorecer o principal adversário da aliança, o Partido Nacionalista de Bangladesh, que deixou o governo em outubro.

Mas o governo provisório insiste que a constituição do país não permite a suspensão da eleição.

O Partido Nacionalista de Bangladesh rejeita a alegação da aliança e afirma que seus aliados vão participar da votação.

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