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Atualizado às: 09 de janeiro, 2007 - 15h51 GMT (13h51 Brasília)
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Corte do petróleo russo é inaceitável, diz União Européia
Tanques de óleo ligados ao oleoduto de Druzhba
Corte no fornecimento faz parte de disputa entre Rússia e Belarus
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e a chanceler alemã, Angela Merkel, classificaram de inaceitável a suspensão, sem consultas prévias, do fornecimento de petróleo russo, através de um oleoduto na Belarus, a outros países europeus.

"Não é aceitável que não tenha havido consultas sobre tais medidas", afirmou Merkel, depois de um encontro com Barroso, em Berlim.

A Alemanha, que atualmente exerce a presidência rotativa da União Européia, é uma das principais consumidoras do petróleo russo.

Para a chanceler alemã, a interrupção repentina do fornecimento do petróleo normalmente escoado pelo oleoduto de Druzhba, que passa pela Belarus, destrói a confiança na Rússia como fornecedora de energia.

A estatal russa Transneft admitiu na segunda-feira que cortou o fornecimento, em meio a uma disputa com a vizinha Belarus, que exige o pagamento de uma taxa de US$ 45 por tonelada de óleo transportada pelo oleoduto.

Moscou alega que a cobrança é ilegal e os dois países culpam um ao outro pela suspensão do fornecimento.

Assim como Merkel, Durão Barroso disse ser inaceitável que países fornecedores ou envolvidos no trânsito do petróleo tomem medidas que têm impacto em outros países sem consultá-los. Ele pediu que a Rússia e a Belarus encontrem rapidamente uma solução para a disputa.

Embora tenha exigido explicações, a União Européia negou que o corte represente uma ameaça imediata, alegando que o bloco dispõe de um bom nível de estoques no momento.

Negociações

Uma delegação oficial da Belarus chegou nesta terça-feira a Moscou para discutir a crise gerada pelo corte de fornecimento, que afeta Alemanha, Polônia, República Checa, Eslováquia e Hungria.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse ter orientado a sua equipe a fazer todo o possível para proteger os interesses dos clientes europeus.

A Rússia provê cerca de metade das importações de petróleo da União Européia. Apenas o oleoduto de Druzhba (que é o mais longo do mundo, com cerca de 4 mil quilômetros) transporta cerca de 12,5% do petróleo consumido no bloco.

A decisão do corte do transporte de petróleo pelo oleoduto de Druzhba é o mais novo capítulo na briga entre os dois países sobre energia.

As relações entre Rússia e Belarus começaram a se deteriorar quando a gigante energética russa Gazprom pressionou Belarus a aceitar um forte aumento nos preços de importação do gás russo.

A ex-república soviética acabou cedendo às pressões, mas, em contrapartida, endureceu nas negociações sobre a taxa do oleoduto.

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