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Estatal russa assume corte no fornecimento de petróleo à Europa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A estatal russa Transneft admitiu nesta segunda-feira que cortou o fornecimento para um importante oleoduto que transportava petróleo da Rússia para a Polônia e a Alemanha. A Transneft afirma que tomou a medida porque a República da Belarus estaria roubando petróleo no trecho do oleoduto que cruza o território do país. Na manhã desta segunda-feira, a Polônia e a Alemanha já haviam reclamado do corte no fornecimento, mas disseram que possuem reservas de petróleo suficientes para os próximos meses. Mesmo assim, a União Européia exigiu da Rússia explicações pelo corte. O canal de fornecimento de Druzhba, controlado pela Transneft, amanheceu completamente seco na fronteira de Belarus com a Polônia, de acordo com autoridades polonesas. A disputa entre Rússia e Belarus começou depois que o governo russo se recusou a pagar um imposto pelo transporte do petróleo pelo país vizinho, levando os bielo-russos a entrar com uma ação legal. A Rússia afirma que a cobrança do imposto por Belarus é ilegal. Embora tenha exigido explicações, a União Européia disse que o corte no fornecimento não representa um risco para o fornecimento do continente por causa de outros estoques existentes. A União Européia afirmou ainda que está avaliando em que medida o problema afeta o fornecimento da Rússia, pela Eslováquia, rumo à região sul da Europa. Preocupações "Contatei as autoridades da Rússia e de Belarus, pedindo a eles que tomem providências urgentes e solicitando uma explicação imediata sobre a situação", disse o comissário Europeu de Energia, Andris Piebalgs. A Comissão Européia de Energia estuda em que medida os países-membros terão de usar reservas estratégicas para assegurar o seu consumo interno, segundo Piebalgs. O vice-ministro da Economia da Polônia, Piotr Nalmski, disse que seu país tem petróleo suficiente para 80 dias, mas atacou a decisão russa. "Isto mostra mais uma vez que procedem os argumentos que dizem que o fornecimento e transporte nos países da ex-União Soviética não são confiáveis", disse Nalmski, em entrevista à BBC. O ministro da Economia alemão, Michael Glos, disse que vê o episódio com preocupação e convocou Rússia e Belarus a se reunirem para discutir suas responsabilidades "o mais rápido possível". As autoridades de Belarus dizem que todos os questionamentos devem ser feitos à Transneft, em Moscou. Briga se acirra A decisão do corte do transporte de petróleo pelo oleoduto de Druzhba (que é o mais longo do mundo, com cerca de 4 mil quilômetros), é o mais novo capítulo na briga entre os dois países sobre energia. Os impasses começaram a gigante energética russa Gazprom forçou Belarus a aceitar um forte aumento nos preços de importação do gás russo. Na semana passada, Belarus deu sua resposta ao dizer que vai cobrar US$ 45 (cerca de R$ 96) por tonelada de petróleo russo que passar por seu território. As notícias sobre a tensão entre os dois países elevaram o preço do produto para US$ 57 (cerca de R$ 122), depois de ter chegado a US$ 55 (R$ 118) na semana passada. A variação também foi estimulada por rumores que diziam que a Arábia Saudita, maior produtor mundial, planeja cortar sua produção diária em cerca de 158 mil barris diários, levando o fornecimento para cerca de 8,5 milhões de barris diários. | NOTÍCIAS RELACIONADAS UE impõe sanções a presidente de Belarus10 de abril, 2006 | Notícias Presidente de Belarus toma posse para 3º mandato08 de abril, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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