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Rice diz que guerra do Iraque 'vale a pena' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu nesta quinta-feira o investimento humano e financeiro que os EUA estão fazendo no Iraque. "Apareceram vários indicadores que mostram que este é um país que vale o investimento", disse ela em entrevista à agência de notícias Associated Press. "Porque uma vez que ele (o Iraque) desponte como um fator estabilizante, você terá um Oriente Médio muito diferente." As declarações de Rice foram dadas pouco depois do anúncio de que oito fuzileiros navais americanos foram indiciados pela morte de 24 civis iraquianos em Haditha, no ano passado. Poucas horas depois da entrevista de Rice, um marinheiro e três fuzileiros americanos foram mortos em conflitos com insurgentes na província iraquiana de Anbar, nesta sexta-feira. Segundo o recente relatório do Grupo de Estudos sobre o Iraque, liderado pelo ex-secretário de Estado James Baker, a guerra no Iraque matou cerca de 2,9 mil militares americanos e custa aos cofres americanos cerca de U$ 2 bilhões por semana. Haditha O indiciamento dos oitos soldados nesta quinta-feira pela ação em Haditha está sendo considerado o maior caso criminal envolvendo morte de civis desde a invasão comandada pelos Estados Unidos de 2003. Quatro dos fuzileiros são acusados de assassinato "não premeditado" no processo que apura a responsabilidade pela morte de 24 civis em Haditha, no Iraque. Os civis iraquianos, incluindo uma criança de três anos e um homem de 76, foram mortos em 19 de novembro de 2005 por um esquadrão de fuzileiros, que na época alegaram ter agido em legítima defesa. Outros quatro fuzileiros que participaram da operação foram indiciados por acusações mais leves. Os Estados Unidos só lançaram uma investigação completa sobre o que aconteceu em Haditha três meses depois, quando uma fita de vídeo gravada no local foi levada por um ativista de direitos humanos à revista Time. O inquérito, apenas um entre vários que o Exército conduz envolvendo suposto uso de força ilegal por seus militares, levantou discussões sobre o treinamento e a liderança dadas aos soldados americanos no Iraque e sobre a forma como a insurgência vem sendo combatida. |
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