|
Pinochet comandou com mão de ferro regime militar chileno; veja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nascido em 25 de novembro de 1915, Augusto Pinochet Ugarte era filho de um inspetor de alfândega na cidade portuária de Valparaíso, no Chile. Incentivado pela mãe, Pinochet decidiu seguir a carreira militar. Mais tarde, foi encorajado a realizar suas ambições por sua mulher, Lucia, filha de um importante político chileno. No Exército, o jovem Pinochet teve uma ascensão rápida em uma instituição baseada em tradições prussianas de disciplina e lealdade. Já no início da década de 1950, estava envolvido com política e liderou a repressão ao Partido Comunista chileno. Apesar disso, graças a sua aparente falta de ambição política, Pinochet alcançou a patente de general durante o governo de centro-esquerda da Unidade Popular liderado por Salvador Allende no início dos anos 1970. Golpe militar Em 1973, Pinochet foi nomeado comandante do Exército chileno, de novo porque o presidente Allende acreditava que podia confiar nele. Poucos meses depois, em setembro de 1973, Allende descobriu que estava enganado. O presidente morreu em um golpe liderado por Pinochet, que passou a liderar uma junta militar que assumiu o poder. A partir de então, o general se tornaria a principal figura do regime militar chileno.
Foi o próprio Pinochet quem ordenou muitas das perseguições que resultaram nas mortes de mais de 3 mil partidários de Allende. Milhares foram torturados e outros milhares foram forçados a partir para o exílio. Pinochet fechou o Parlamento chileno, proibiu qualquer tipo de atividade política e sindical e, em 1974, nomeou a si mesmo como presidente. O general chileno sempre defendeu sua ações como atitudes de um patriota, que, em suas palavras, resgatou o país do caos e da ameaça do comunismo. Na década de 1970, muitos chilenos pareciam apoiar o ponto de vista de Pinochet, graças principalmente à recuperação econômica e ao retorno da estabilidade. Mas, apesar da repressão, sempre houve oposição ao regime militar chileno, com protestos e até mesmo uma fracassada tentativa de assassinato em 1986. Referendo O general parecia subestimar a extensão do descontentamento no país. De acordo com a Constituição criada por seu governo militar, um referendo decidiria sua permanência no poder em 1988. Para surpresa de muitos, Pinochet perdeu, abrindo caminho para o retorno de um governo civil. Em 1990, o general deixou o poder de maneira relutante, mas permaneceu como comandante das Forças Armadas. No cargo, Pinochet agiu diversas vezes para impedir a ameaça de processos contra membros das forças de segurança suspeitos de violação dos direitos humanos durante os 17 anos de regime militar. O general também tinha poder para bloquear iniciativas políticas radicais. Em 1998, Pinochet finalmente deixou de chefiar as Forças Armadas. Mas, no dia seguinte, assumiu no Parlamento uma cadeira de senador vitalício, um cargo que ele mesmo criou para si próprio. O general chileno parecia intocável até ser preso em Londres, em outubro de 1998, após um pedido de extradição da Espanha. Novo clima Após mais de um ano sob custódia, o general recebeu autorização para voltar ao Chile em março de 2000, após o governo britânico avaliar que ele não tinha condições de saúde para enfrentar um julgamento.
No entanto, o clima político no Chile havia mudado durante sua ausência. No mesmo mês de sua volta ao país, Ricardo Lagos chegou ao poder como o primeiro presidente socialista do Chile desde Allende. Um novo desejo de acertar as contas com o passado passou a vigor no país. O ápice foi uma decisão de um tribunal chileno, em 2001, que dizia que Pinochet deveria ir a julgamento por encobrir violações de direitos humanos. Em uma vitória simbólica para seus adversários, o general foi colocado sob prisão domiciliar por seis semanas. Pinochet ainda foi obrigado a se apresentar à polícia para ser fichado como suspeito de crimes e teve fotos e impressões digitais recolhidas. Mas, em julho de 2002, todas as acusações contra o general foram descartadas por uma decisão da Suprema Corte, que confirmou uma decisão anterior que dizia que Pinochet não tinha condições mentais de ir a julgamento. Quatro dias depois, o general renunciou ao cargo de senador vitalício e apontou o seu estado de saúde como justificativa para a decisão. Mensagem de aniversário Pinochet passou os últimos anos sob a ameaça de novas tentativas para levá-lo a julgamento por acusações de crimes financeiros e violações de direitos humanos. Desde 2000, os tribunais chilenos retiraram a imunidade de Pinochet diversas vezes, mas o general sempre conseguiu evitar ir a julgamento, normalmente com a alegação de que isso não seria possível devido a seus problemas de saúde. Em novembro de 2006, Pinochet foi indiciado pela execução de dois guarda-costas de Allende em 1973 e colocado sob prisão domiciliar pelas autoridades chilenas pela quinta vez. O indiciamento foi anunciado logo depois de Pinochet completar 91 anos de idade. No dia de seu aniversário, o general divulgou um comunicado em que afirmava seu amor pelo Chile e os motivos de suas ações. "Hoje, perto dos meus últimos dias, quero dizer que não guardo rancor contra ninguém, que amo minha pátria acima de tudo e que assumo a responsabilidade política por tudo que fiz, com o objetivo de fazer o Chile maior e evitar sua desintegração", dizia o texto do general Augusto Pinochet. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Augusto Pinochet sofre parada cardíaca03 de dezembro, 2006 | Notícias Pinochet assume responsabilidade por seu regime25 de novembro, 2006 | Notícias Pinochet é obrigado a cumprir segunda prisão domiciliar30 de outubro, 2006 | Notícias Pinochet é indiciado por crimes em prisão secreta27 de outubro, 2006 | Notícias Presidente do Chile visita local onde foi torturada15 de outubro, 2006 | Notícias Choques em aniversário de golpe no Chile acabam em prisões11 de setembro, 2006 | Notícias Pinochet perde imunidade por desvio de fundos19 de agosto, 2006 | Notícias Filho de Pinochet abre processo por acusação de tráfico12 de julho, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||