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Atualizado às: 26 de novembro, 2006 - 12h38 GMT (10h38 Brasília)
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Equador escolhe novo presidente em disputa apertada
Alvaro Noboa (à esquerda) e Rafael Correa
Os candidatos têm trocado insultos durante a campanha
O Equador vai às urnas neste domingo para escolher um novo presidente em uma corrida apertada entre os dois principais candidatos.

Pesquisas de opinião sugerem que o candidato de esquerda Rafael Correa e o conservador Alvaro Noboa estão atraindo o mesmo apoio dos eleitores.

Observadores internacionais fizeram um apelo para que os dois candidatos mostrem moderação à medida em que os primeiros resultados começarem a ser divulgados.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) quer que todos os votos sejam contados antes de o vitorioso ser anunciado.

Os dois candidatos têm propostas semelhantes, prometendo criar empregos e lutar para acabar com a pobreza e a corrupção.

Correa aparenta ter uma pequena vantagem sobre Noboa em algumas pesquisas de opinião, mas o grande número de eleitores indecisos faz com que seja difícil fazer uma previsão.

Insultos

O correspondente da BBC em Quito, Daniel Schweimler, diz que o Equador está em uma situação delicada.

Segundo ele, o país está cada vez mais polarizado e as pessoas estão cada vez mais decepcionadas com os políticos e impacientes por mudanças.

Nos últimos dez anos três presidentes foram forçados a deixar o posto por causa de protestos.

Campanha
Campanha foi marcada por alegações de fraude

Apenas três presidentes completaram o mandato desde 1979.

No primeiro turno das eleições em outubro Correa disse que a contagem foi fraudulenta e que ele havia conquistado uma vitória clara.

Noboa, o homem mais rico do Equador, disse que a campanha de Correa foi financiada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez.

"Correa quer uma insurreição, uma guerra civil na qual os pobres morrerão", disse Noboa.

Noboa já perdeu duas outras eleições presidenciais, em 1998 e em 2002.

Ele acusa seu oponente de querer instalar uma ditadura comunista no Equador, colocando o país sob a influência do presidente venezuelano.

Noboa ficou rico com a produção de bananas e prometeu levar investimento estrangeiro ao Equador. Ele faz campanha levando uma bíblia.

Já Correa diz que manterá boas relações com os Estados Unidos apesar de ter chamado o presidente americano George W. Bush de "estúpido".

Ele diz que quer renegociar contratos com empresas de petróleo estrangeiras e ameaçou reduzir o pagamento da dívida externa equatoriana.

No seu último comício Correa fez um apelo para que seus simpatizantes sigam os veículos que levarão os votos para ter certeza de que não haverá fraude.

"Fiquem atentos para alterações nos resultados, urnas sendo trocadas; se assegurem de que não há compra de votos", afirmou.

Ele diz que uma vitória de Noboa transformaria o Equador em uma "propriedade" do candidato conservador.

Rafael Correa, candidato à presidência no EquadorEquador
Petroleiras na mira de favorito das eleições presidenciais.
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