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Ataque de Israel mata militantes do Hamas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças de segurança israelenses mataram militantes do Hamas quando o veículo em que eles estavam foi atingido por um ataque aéreo à cidade de Gaza. Entre os mortos estava um comandante do Hamas que foi descrito como uma figura importante no desenvolvimento dos mísseis caseiros que são disparados contra Israel. Pelo menos sete pessoas morreram no total durante a operação realizada na noite de sexta para sábado - incluindo uma menina de 12 anos - elevando o número de mortos para 42 desde quarta-feira, quando a operação na região foi iniciada, dos quais pelo menos dez eram militantes. Pelo menos 17 morreram na sexta-feira em um dos dias mais violentos em Gaza nos últimos meses. Dois dos mortos eram mulheres que estavam entre um grupo que se dirigiu a uma mesquita para proteger militantes que se escondiam dos soldados israelenses. O líder do Hamas, Ismail Haniya, elogiou as mulheres, mas Israel disse que elas serviram como "escudos humanos" para os militantes. Um porta-voz do Exército de Israel disse que cinco ataques aéreos foram realizados ma sexta-feira à noite, tendo como alvos as cidades de Beit Hanoun, Beit Lahiya, Jabaliya e Rafah. Os israelenses dizem que o objetivo era atingir militantes palestinos que estavam planejando usar explosivos ou tinham realizado ataques com granadas contra Israel. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, chamou a operação israelense de "massacre" e pediu que o Conselho de Segurança da ONU discuta a questão.
Atirador A menina de 12 anos foi morta com um tiro na cabeça disparado por um atirador israelense em Beit Hanoun neste sábado. O exército de Israel afirmou que um de seus soldados tentava acertar um atirador palestino mas errou e atingiu a menina. Um porta-voz militar israelense afirmou que cinco ataques aéreos ocorreram depois do anoitecer na sexta-feira, tendo como alvos as cidades de Beit Hanoun, Beit Lahiya, Jabaliya e Rafah. Vários militantes do Hamas foram mortos nos últimos ataques, junto com um civil soterrado pelos destroços de sua casa. Um dos militantes do Hamas morto foi um importante integrante do grupo, Louay al-Borno, que morreu quando um ataque aéreo incendiou um furgão na Cidade de Gaza. Dois outros membros do Hamas foram feridos no incidente. O Exército de Israel também informou que explodiu três prédios perto da mesquita onde ocorreu, na sexta-feira, o cerco a Beit Hanoun. Israel afirmou que os prédios serviam de depósito de armas. Um funcionário da Autoridade Palestina disse à BBC que esta foi a pior operação israelense na cidade. Ibrahim al-Za'anin, 55 anos, disse que a cidade está sem eletricidade e água desde terça-feira. "Não nos sentimos a salvo em nossas casas", disse. Uma autoridade da ONU, que recebeu permissão israelense para entrar em Beit Hanoun, descreveu a atmosfera da cidade como sendo de morte, destruição e desepero. 'Fuga' A operação na sexta-feira em volta da mesquita de Beit Hanoun ocorreu depois de um tenso enfrentamento entre as forças israelenses e 15 militantes que tinham se escondido na mesquita. A fuga dos supostos militantes da mesquita começou com um apelo do Hamas pelo rádio às mulheres locais. Uma das mulheres, Nahed Abou Harbiya, disse ao Serviço Árabe da BBC que os militantes que estavam dentro da mesquita receberam roupas de mulheres para se disfarçar durante a fuga. "Todas as mulheres se dirigiram para a mesquita para tentar resgatar os militantes...Mas as forças de ocupação israelenses estavam atirando contra nós com metralhadoras e granadas", afirmou. Além das duas mortes, pelo menos dez mulheres e um cameraman palestino ficaram feridos quando as forças israelenses atiraram contra as mulheres. A rádio do Hamas informou que todos os militantes que estavam dentro da mesquita escaparam sem ferimentos. Um porta-voz do Exército de Israel disse que os soldados atiraram em resposta a tiros disparados pelos militantes. |
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