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Atualizado às: 02 de novembro, 2006 - 02h56 GMT (23h56 Brasília)
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Ataque das Farc mata 16 policiais e um civil na Colômbia
Rebeldes das Farc
As Farc são o principal grupo rebelde da Colômbia
Pelo menos 16 policiais e um civil foram mortos nesta quarta-feira em um ataque a um distrito policial no norte da Colômbia. As autoridades locais atribuíram o atentado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Mais de 400 rebeldes participaram do ataque, com disparos de fuzil e morteiros artesanais, em Tierradentro, na zona rural da província de Cordoba, a 370 quilômetros de Bogotá.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa, "um civil e 16 policiais foram mortos e outros dois civis e três policiais ficaram feridos".

O vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, afirmou à BBC que o ataque foi executado por "70 homens das Farc".

Conforme informações de testemunhas ao jornal El Tiempo, os guerrilheiros permaneceram no local por cerca de seis horas.

Segundo Santos, que estava em Londres, as mortes aumentam o compromisso do governo colombiano "com a política de segurança democrática em com esta luta contra o narcotráfico".

Negociações

Este foi o ataque mais sangrento contra forças de segurança colombianas no segundo mandato do presidente Álvaro Uribe, que foi reeleito em maio.

Segundo o correspondente da BBC Jeremy McDermott, a ação mostra que os rebeldes estão buscando controlar o território, antes dominado por paramilitares de direita. Os paramilitares se desarmaram e firmaram um acordo de paz com o governo.

O ataque é um golpe para Uribe, que prometeu acabar com os rebeldes até o final de seu mandato, em 2010, diz McDermott.

Os ataques ocorrem duas semanas depois da explosão de um carro-bomba em Bogotá, que deixou 23 feridos e também foi atribuído pelo governo às Farc. Esse atentado de outubro motivou a suspensão das negociações entre o governo e o grupo guerrilheiro sobre a troca de reféns por prisioneiros.

Mais de 3 mil pessoas são mantidas reféns pelas Farc, que é o maior grupo rebelde do país e luta contra o governo há mais de quatro décadas.

Na terça-feira, o grupo divulgou uma declaração afirmando que ainda está interessado em trocar 60 reféns por 500 rebeldes mantidos prisioneiros pelo governo, segundo a agência de notícias Associated Press.

Na última sexta-feira, o governo colombiano e o segundo maior grupo rebelde do país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), anunciaram que iriam dar início a negociações de paz.

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