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Premiê iraquiano promete 'ser duro' contra milícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri Maliki, se disse determinado a agir contra as milícias ilegais, tidas como responsáveis pela crescente violência sectária no país. "Vamos ser duros com qualquer um que desafie ou transgrida a autoridade do Estado", ele afirmou. O primeiro-ministro deu as declarações em uma coletiva de imprensa, realizada pouco depois que uma força especial iraquiana atacou o distrito de Sadr City, em Bagdá, deixando pelo menos quatro mortos. Os soldados iraquianos foram à região – bastião de uma das principais milícias, o Exército Mehdi – em busca do comandante de um dos esquadrões da morte que terrorizam a área. Surpreendidos sob fogo cruzado, eles pediram reforço da aviação americana, que utilizou "armas de precisão para eliminar apenas ameaças inimigas", nas palavras de um comunicado do Exército dos Estados Unidos. Pelo menos quatro pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas, causando revolta em Sadr City. Não se sabe se algum líder miliciano foi capturado. Revolta Parentes e feridos culparam as forças americanas e o governo de Maliki pelo incidente, informou a agência Reuters. "Onde está Maliki? Onde está a liberdade?", perguntava um homem deitado em uma maca. Em uma entrevista coletiva, o primeiro-ministro procurou se distanciar do incidente, dizendo que não havia sido consultado. "Procuraremos uma explicação completa das forças multinacionais", ele disse. Maliki aproveitou a ocasião para garantir que iria reduzir a violência sectária, mas insistiu que obedeceria a um cronograma próprio, e não ditado pelos Estados Unidos. "Reitero que este governo representa o desejo do povo, e ninguém tem o direito de impor um cronograma", declarou o primeiro-ministro. Reforma Na terça-feira, figuras do alto escalão do governo Bush delinearam uma série de medidas para tentar estabilizar o Iraque, incluindo um plano de reforma dos ministérios da área de segurança. O embaixador americano no Iraque, Zalmay Khalilzad, disse que o governo iraquiano havia concordado em estabelecer, até o fim do ano, um cronograma e um plano de metas que incluiria ações contra as milícias. O embaixador disse esperar "progressos significativos" nos próximos 12 meses. Khalilzad destacou que são necessárias ações para "controlar, desativar, desmobilizar e reintegrar (o Exército Mehdi), como outras milícias". O Exército Mehdi, milícia leal ao clérigo xiita Moqtada Sadr, é um dos principais grupos acusados de envolvimento em esquadrões da morte em Sadr City. Correspondentes dizem que lutar contra o Exército Mehdi e outras milícias é um dos maiores desafios de Maliki. A frágil coalizão de governo do primeiro-ministro inclui partidos xiitas ligados às poderosas milícias. |
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