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Grã-Bretanha divulga regras para novos membros da UE | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministério do Interior britânico divulgou nesta terça-feira as regras que limitarão a entrada de trabalhadores vindos da Bulgária e da Romênia - próximos países membros da União. Os limites são um claro contraste à política de "portas abertas" adotada pela Grã-Bretanha em 2004. Naquele ano, o ministério esperava receber 15 mil trabalhadores dos oito países do antigo regime comunista que se juntaram ao bloco, mas acabou recebendo cerca de 600 mil em dois anos. Em um comunicado enviado ao Parlamento, o ministro John Reid disse que, com as novas regras, imigrantes sem qualificações profissionais vindos da Bulgária e da Romênia só poderão trabalhar na Grã-Bretanha nas áreas de processamento de alimentos e agricultura. Alternativas para trabalhadores destes países incluem a entrada com vistos específicos de trabalho ou no programa especial para imigrantes altamente qualificados profissionalmente. Eles poderão também abrir negócios e trabalhar como autônomos. Superlotação Como parte das mudanças na política britânica para a entrada de Bulgária e Romênia, os programas para imigrantes sem qualificação de países que não são membros da União Européia irão aos poucos ser eliminados. O ministro do Interior, John Reid, disse que o governo vai tentar equilibrar as necessidades da economia e os desafios que a imigração em larga escala causa para os serviços de habitação, educação e saúde. A política para os imigrantes búlgaros e romenos será revisada anualmente, para atender à possível demanda das indústrias por trabalhadores braçais. Reid disse que a política de portas abertas de 2004 foi um sucesso porque os imigrantes preencheram lacunas na economia do país. Mas ele reconheceu que houve superlotação do mercado imobiliário e que algumas escolas enfrentaram um "aumento significativo" no número de alunos. Brecha O responsável pelo departamento do Interior no partido Conservador, de oposição, David Davis, descreveu o fato de que autônomos podem trabalhar na Grã-Bretanha como uma "grande brecha na lei que o governo surpreendentemente não tentou resolver”. Ele também disse estar preocupado com a possibilidade de que búlgaros e romenos trabalhem no "mercado negro", sem pagar impostos. Para Frank Field, ex-ministro da Reforma Social do partido governista, os limites não foram suficientemente abrangentes. "Em um período de 16 meses, cerca de 600 mil poloneses, por exemplo, virão para este país e no total recebemos cerca de 1,3 milhão de novos imigrantes", disse. "Em longo prazo, esses números não são sustentáveis. E o governo está se movendo lentamente para uma nova posição." Repercussão A ministra de Assuntos Europeus da Bulgária, Meglena Kuneva, disse que cerca de 36 mil búlgaros querem se mudar para a Grã-Bretanha. Ela descreveu a política britânica em relação aos países que se juntaram à UE em 2004 como "muito corajosa e muito correta". "É um pouco estranho que essa política não seja mantida (para a Bulgária)", disse Kuneva. Mas o embaixador romeno na Grã-Bretanha, Raduta Matache, disse que as restrições são “mais generosas" do que o esperado. O governo irlandês também divulgou regras para os trabalhadores búlgaros e romenos. No caso irlandês, eles precisarão pedir vistos de trabalho mesmo depois da entrada dos dois países na EU. Mas o ministro dos Negócios, Comércio e Trabalho da Irlanda, Michael Martin, disse que, apesar das novas regras, os búlgaros e romenos terão preferência sobre imigrantes de fora do bloco europeu. | NOTÍCIAS RELACIONADAS UE aprova entrada de Bulgária e Romênia no bloco26 setembro, 2006 | BBC Report Entenda a expansão da União Européia26 setembro, 2006 | BBC Report Líder da UE defende pausa na ampliação do bloco25 de setembro, 2006 | Notícias Grã-Bretanha recebe 600 mil 'imigrantes do Leste'22 agosto, 2006 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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